Acordo para reconstruir Gaza

Acordo para reconstruir Gaza

postado em 17/09/2014 00:00
 (foto: Mahmud Hams/AFP)
(foto: Mahmud Hams/AFP)



O Exército israelense registrou ontem o primeiro lançamento de um foguete a partir da Faixa de Gaza desde a assinatura de um cessar-fogo com o movimento palestino Hamas, em 26 de agosto, mas não apontou inicialmente um responsável pela ação, que não causou danos nem vítimas. A ocorrência coincidiu com o anúncio de um acordo entre Israel e a Autoridade Palestina (AP), com aval das Nações Unidas, para a reconstrução do território após 50 dias de combates, que deixaram mais de 2 mil mortos ; na maioria, civis palestinos.

;Pela primeira vez desde a Operação Barreira de Proteção, um foguete disparado de Gaza atingiu o sul de Israel;, declarou no Twitter o tenente coronel Peter-Lerner, porta-voz militar israelense, citando pelo nome de código a incursão contra o Hamas, iniciada em 8 de julho. Além do Hamas, que instituiu um governo de fato no território desde 2007, atuam em Gaza também a Jihad Islâmica e grupos menores. Nenhum deles reivindicou a autoria do ataque. A sequência de bombardeios israelenses durante o conflito deixou, além das vítimas, um saldo de destruição generalizada.

O acordo sobre a reconstrução, firmado ontem em Nova York, prevê a supervisão das Nações Unidas na importação de material de construção para o território palestino ; até então, a entrada desses itens era bloqueada por Israel, por motivo de segurança. ;Trata-se de um acordo tripartite, entre Israel, os palestinos e a ONU, que atribui a condução do processo à Autoridade Palestina e contempla garantias de que o material não será desviado de um uso puramente civil;, disse o enviado da ONU ao Oriente Médio, Robert Serry. A AP, dirigida pelo partido nacionalista Fatah, tem jurisdição de direito sobre Gaza, mas na prática exerce autoridade apenas na Cisjordânia. Um pacto entre Fatah e Hamas para formação de um governo de unidade ainda enfrenta obstáculos para ser colocado em prática.

O representante das Nações Unidas definiu o plano de reconstrução como ;um passo importante em direção ao objetivo de eliminar todas as restrições; que afetam a Faixa de Gaza e ;um sinal de esperança para a população;. Serry acredita também que a presença da ONU como supervisora ;dê confiança aos doadores; para que financiem a reconstrução. Uma reunião com representante dos países que se dispõem a contribuir está marcada para a próxima segunda-feira, em Nova York, à margem da Assembleia-Geral da Nações Unidas.

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