Ministros tiram férias para fazer campanha

Ministros tiram férias para fazer campanha

» PAULO DE TARSO LYRA » GRASIELLE CASTRO
postado em 30/09/2014 00:00

A máquina pública federal vai acionar o rolo compressor hoje para tentar elevar o percentual de votos em Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais. Ministros petistas e aliados vão intensificar as campanhas nos estados para ajudar Dilma e os candidatos a governador da base aliada. Ontem, os ministros do Trabalho, Manoel Dias, e dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, entraram de férias. Na semana passada, foi a vez dos peemedebistas Edison Lobão (Minas e Energia) e Garibaldi Alves (Previdência Social).

Para maximizar a campanha, a ideia é dividir as forças. Dilma tem agenda na baixada santista e no Rio de Janeiro. Principal cabo eleitoral do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se desdobrar em Itapevi, Barueri, Carapicuíba e Osasco. Já os ministros vão viajar para os respectivos estados. ;A ordem central é defender as ações do governo e fazer o embate com a oposição em todos os níveis;, disse uma fonte graduada do PT.

O secretário de Organização do PT, Florisvaldo de Souza, disse que o planejamento é um intensivão total na reta final da campanha. ;De hoje até domingo à noite, todos estaremos mobilizados para mostrar o que foi feito por esse governo. Todos os dias serão longos para nós.;

Desde a semana passada, os ministros petistas que têm uma militância mais orgânica no partido também amplificaram as atuações. Marta Suplicy (Cultura), Ricardo Berzoini (Relações Institucionais), Miriam Belchior (Planejamento), Henrique Paim (Educação) e Arthur Chioro (Saúde) desembarcaram em São Paulo para tentar alavancar a candidatura do petista Alexandre Padilha e aumentar o índice de votos em Dilma no principal colégio eleitoral. Como mostrou o Correio, os planos são de, no mínimo, 30% dos votos válidos no primeiro turno e 40% no segundo no estado.

Ontem, o único ministro de férias que estava no comitê central era justamente o responsável pelo contato com os movimentos sociais, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. Os interlocutores dele já avisaram ; intensificando o discurso do medo ; que, caso Dilma seja derrotada nas urnas, poderão aumentar ações no campo (MST) e nas cidades (movimento dos sem-teto e sindicatos) para protestar contra o fim do governo petista.


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