Toninho só confia nas urnas

Toninho só confia nas urnas

Em entrevista ao Correio e à TV Brasília, candidato critica %u201Ca ditadura das pesquisas%u201D e as limitações dos levantamentos eleitorais %u2014 e cita 2010 como exemplo. Ele aproveita para falar sobre a dificuldade de coligações em um suposto segundo turno

ISA STACCIARINI
postado em 30/09/2014 00:00
 (foto: Valério Ayres/CB/D.A Press)
(foto: Valério Ayres/CB/D.A Press)

Logo depois de Luiz Pitiman (PSDB), foi a vez de Toninho do PSol responder as perguntas dos jornalistas no segundo bloco do Jornal Local 1; edição. Pela terceira vez como candidato ao Executivo do Distrito Federal, o socialista falou sobre questões polêmicas na campanha, como a resistência do partido em fazer alianças, a proposta de desmilitarização da PM e a tarifa zero para o transporte público.


Como Pitiman, Toninho gastou parte do tempo para desconsiderar as pesquisas de intenção de votos. Deu como exemplo as eleições de 2010. Segundo ele, uma semana antes da votação, os levantamentos apontavam que ele teria 3% da escolha. Após a contagem final, alcançou 14,25% da confiança dos eleitores. Toninho aponta uma ;ditadura dos intitutos de pesquisa no processo eleitoral;. ;Aonde a gente tem ido, a receptividade está muito grande, principalmente com a juventude. Espero que os institutos estejam redondamente errados e que a gente possa disputar o processo como se espera, com ideias, projetos e propostas para mudar o DF.;


Na sabatina, Toninho foi questionado sobre a dificuldade de governar sem alianças políticas, mas não abre mão da resistência do PSol nessa questão. O candidato citou o PT e disse que, no início, o partido viveu o mesmo drama. ;O PT começou elegendo quatro federais, depois oito e, aos poucos, foi dobrando. O PSol tem, no Congresso Nacional, apenas três deputados federais e um senador, mas parece que nossa bancada tem 40 parlamentares;, exagera. ;Para nós, é muito importante elegê-los aqui e em todo o país para ampliar nossa bancada e nossa presença no cenário político nacional;, ressaltou.

Maninha
Toninho avalia que a estratégia é crescer sem descaracterizar o projeto original do PSol: socialista, de esquerda e radical. Para que não tenha que se aliar a atuais adversários, ele conta com a eleição de candidatos a distrital e federal da legenda. ;Para nós, é muito importante uma eleição que haja distritais e federais. No DF, a Maninha e os nossos companheiros têm tido uma aceitação muito grande nas eleições proporcionais;, considerou. O fato de ter como prioridade eleger a esposa, Maninha, como distrital também foi questionado. Toninho não nega e pondera que acredita na superação. Segundo ele, são necessários 60 mil votos para alcançar o coeficiente eleitoral, mas os candidatos têm surpreendido pela militância, presença na cidade, categoria e movimentos. ;É o caso do Fábio Félix e Chico Sant;Anna (candidatos a distrital). São pessoas que se destacam em campanha e vão, com certeza, somar votos para ter uma boa bancada de distritais no DF;, alegou.


Desde o início da campanha, Toninho do PSol defende a desmilitarização da polícia. No entanto, durante a entrevista de ontem, o candidato garantiu que o aparato das forças de segurança pública será mantido, como é o caso das polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros. Ele explicou que a mudança será na concepção, no ;funcionamento de ação estratégica;. A ideia é que a polícia passe a ser cidadã, comunitária, respeitosa aos direitos humanos e com abordagem civilizatória. ;Precisamos de uma polícia que faça abordagem correta, com menos violência e força e mais diálogo. É isso que é uma Polícia Militar: estar presente para agir preventivamente e proporcionar não só a sensação de segurança, mas segurança efetiva em todas as cidades do Distrito Federal. E isso não só no Plano Piloto.;

Divergências
Confiante de que a eleição ainda não está definida, Toninho alegou ser uma temeridade anunciar com quem estaria aliado, caso não fosse ao segundo turno. Ele apontou que, durante a campanha, são claras as divergências entre os projetos políticos de outras candidaturas. Se chegar ao segundo turno, Toninho afirmou que teria dificuldade em aceitar determinado apoio de direita e de pessoas que não atuam com o mesmo ideal do partido. ;Pensaria muito sobre quem poderia me apoiar no segundo turno. As coisas no PSol são adotadas após muita discussão e debate.

Toninho ressaltou que se diferencia dos demais candidatos pela candidatura ficha limpa, assim como os correligionários do partido. ;Eu quero uma eleição limpa no Distrito Federal. Gostaria de ser governador de todos os brasilienses para fazer uma administração voltada ao interesse do cidadão, com honestidade, responsabilidade, ética e aplicando cada centavo arrecadado do nosso povo;, definiu. A uma semana das eleições, o socialista acredita que os eleitores tiveram muito tempo para conhecer as propostas. ;Como tarifa zero para transporte público, que tem mobilizado muita gente, os serviços de saúde e educação, que têm de ser prestados gratuitamente pelo Estado;, destacou.


; Na quinta-feira, as sabatinas continuam com Agnelo Queiroz (PT), Rodrigo
Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR)

PROMESSAS E ESPETADAS

PESQUISAS
Em 2010, o erro foi da mesma magnitude. A uma semana das eleições, os tais institutos de pesquisa diziam que tinha em torno de 3% das intenções de voto. Após os votos apurados, eu apareci com 14,5% . Eu tenho denunciado essa ditatura dos institutos de pesquisa no processo eleitoral. Nossa população tem acompanhado com muito interesse entrevistas como esta, os debates que todos os meios de comunicação estão promovendo e, obviamente, a campanha de rua. Aonde vamos, recebemos receptividade muito grande, principalmente da juventude. Espero que os institutos de pesquisa estejam redondamente errados e que nós possamos disputar a eleição como se espera no processo eleitoral, com ideias, projetos e propostas para mudar DF.

ACORDOS
É importante fazer referência da história dos partidos políticos brasileiros. O PT, desde o início, também viveu esse mesmo drama. O PT começou elegendo quatro federais, depois oito e aos poucos foi dobrando. O PSol tem, no Congresso Nacional, apenas três deputados federais e um senador, mas parece que nossa bancada tem 40. Para nós, é muito importante eleger parlamentares nessas eleições aqui e e em todo país para ampliar nossa bancada e a presença no cenário político nacional. A estratégia é crescer, e crescer com qualidade, sem descaracterizar o projeto original do PSol, que é socialista, de esquerda e radical.

DESMILITARIZAÇÃO
É óbvio que o aparato das forças de segurança pública será mantido, como as polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros. O que precisa ser mudado é a concepção, o funcionamento e a ação estratégica das forças. Precisamos passar para uma polícia cidadã, comunitária, que respeita os direitos humanos, que faz abordagem correta à população,

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