Modo cooperativo

Modo cooperativo

Para fortalecer o desenvolvimento de games na capital, estúdios testam os trabalhos uns dos outros e trocam ideias. Objetivo é melhorar os produtos por meio do intercâmbio de opiniões e experiências

postado em 30/09/2014 00:00
Quem decidir ingressar no mercado de jogos independentes em Brasília hoje sabe que não terá pouca competição. Já existem, facilmente, mais de 10 estúdios em atuação na cidade. Desde o surgimento dessas companhias, cada uma delas adotou diferentes estratégias para que os games ganhassem vida. Algumas usaram o crowdfunding, como foi o caso da Behold Studios, que conseguiu arrecadar cerca de R$ 240 mil, em 2013, e financiar o próximo lançamento, Chroma squad. Já a Fira Games fez parcerias com um banco e o Conselho Nacional do Ministério Público para criarem os jogos publicitários Em busca dos sonhos e Conte até dez.

Um novo elemento, porém, surgiu no mercado brasiliense de games e promete alterar o processo criativo dos estúdios: a colaboração mútua. Com o intuito de fortalecerem o cenário e incentivarem cada vez mais a criação de jogos na capital, as empresas, hoje, organizam-se para conhecer melhor os trabalhos umas das outras e fazer intercâmbio de ideias.

Entre as práticas adotadas, destaca-se a Bring, Mostra Brasiliense de Indie Games, um encontro trimestral organizado por Saulo Camarotti, da Behold Studios, em que qualquer estúdio independente da cidade pode comparecer para apresentar os próprios jogos aos demais. São aceitos trabalhos em todas as etapas de criação, esteja o game em desenvolvimento inicial ou totalmente concluído.

Mas não são apenas os profissionais da área que comparecem aos eventos. Por terem como objetivo também a divulgação dos games, os eventos são totalmente abertos para o público brasiliense. Quem quiser pode simplesmente comparecer, testar os jogos exibidos e dizer aos desenvolvedores o que achou do trabalho.

A cooperação tem dado certo, e os estúdios brasilienses se mostram cada vez mais interessados em compartilhar os próprios produtos entre si e ouvir o que todos têm a dizer. O Informática visitou um desses encontros e relata como a colaboração entre as desenvolvedoras tem mudado a cara do mercado de games em Brasília.






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