Votação de 30s no 2º turno

Votação de 30s no 2º turno

O Tribunal Regional Eleitoral no DF estima que a escolha de apenas dois candidatos reduzirá o tempo do eleitor diante das urnas eletrônicas. Há também a expectativa de que os votantes estejam familiarizados com o sistema biométrico

» ISA STACCIARINI
postado em 10/10/2014 00:00
 (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press)

Se no primeiro turno os eleitores levaram, em média, dois minutos para votar em cinco candidatos, no segundo, a estimativa é de que o processo não ultrapasse 30 segundos. Isso porque agora apenas dois concorrentes aos cargos majoritários disputam a preferência da população: os presidenciáveis e os do Executivo local. A redução significativa no momento da votação dará mais celeridade ao trâmite, inclusive reduzindo as longas filas que se formaram em algumas seções do DF no último domingo.

Assim, a capital federal pode novamente sair na frente ao antecipar o resultado do novo governador, caso não haja contratempos. É o que prevê o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF). A Corte também espera a mesma média de eleitores que compareceram no primeiro turno. Em 5 de outubro, 1.674.508 cidadãos cumpriram a obrigação eleitoral, o que equivale a 88,33% do total de 1.895.697 votantes. O registro de abstenção ficou em 11,67% (221.189 eleitores), número menor se comparado a 2010, quando mais de 12% deixaram de se apresentar às urnas.

O diretor-geral do TRE no DF, Arthur Cézar da Silva Júnior, acredita que a quantidade de ausentes pode aumentar. ;No primeiro turno, como havia mais cargos em disputa, o interesse do eleitor também era maior. Agora, como existem apenas dois cargos, pode acontecer uma redução no interesse das pessoas;, considera. ;É difícil fazer uma avaliação, mas também é preciso considerar que, agora, existe uma concorrência política mais intensa, e isso pode refletir na votação;, pondera.

Apesar de o processo ser parecido com o do primeiro turno, existem mudanças na hora da votação (leia quadro). O eleitor, por exemplo, não pode mais votar na legenda, como em 5 de outubro. No dia 26, o eleitor deve digitar apenas dois números, que se referem ao candidato para a Presidência ou para o GDF. Os concorrentes que conseguirem maior número de votos ganham a vaga.

Arthur Cézar explica que, ao apertar os dois dígitos do seu candidato, o eleitor visualizará o nome do concorrente, o partido dele, além da foto do cabeça da chapa e do vice no canto direito da tela. É possível votar apenas no governador ou no presidente. Nesse caso, deve escolher branco ou nulo para o cargo que não deseja votar. ;Votar branco ou nulo não faz diferença para a contagem dos votos, pois não computam para o coeficiente eleitoral;, esclarece o diretor-geral do TRE.

Em trânsito
As instruções para o pleito de 26 de outubro são as mesmas do primeiro turno. É exigido um documento oficial com foto. Recomenda-se que o eleitor vá com o título em mão, pois ali constam os dados da zona eleitoral e da seção. ;Para o segundo turno, podemos fazer ajustes que corrijam algum desacerto no primeiro turno e melhorem a qualidade da votação e a tranquilidade dos eleitores;, conclui Arthur Cézar.

Em 26 de outubro, também serão válidos os votos em trânsito. Nessa etapa, 5.449 pessoas se cadastraram para votar fora do local em que moram. O TRE no DF estima que 90% dos eleitores devem comparecer a esse procedimento, assim como ocorreu no primeiro turno, quando 5.802 se cadastraram para escolher os representantes do governo longe de casa. Em 5 de outubro, 5.222 faltam no voto em trânsito, o que equivale a 10% de abstenção. Quem não participar da votação e esquecer de justificar a ausência tem até 60 dias após a realização do segundo turno para comparecer ao cartório eleitoral e ficar em dia com a Justiça.

O que muda na votação do 2; turno

; Em vez de o eleitor votar em cinco concorrentes a uma vaga na gestão pública, serão escolhidos dois representantes do governo: os postulantes à Presidência da República e ao Palácio do Buriti

; Não haverá mais de dois números para digitar nas urnas, uma vez que as identificações dos presidenciáveis e dos candidatos ao Executivo local são apenas por dois dígitos

; Agora, não é mais possível votar na legenda partidária, como aconteceu no primeiro turno. Optar pelo voto direto no partido só era possível para cargos proporcionais, como distritais e federais

; No segundo turno, o voto dos eleitores vai direto para os candidatos a presidente e a governador. Por isso, quem ganha é aquele que teve a maior porcentagem




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