Crítica O homem mais procurado HHHH

Crítica O homem mais procurado HHHH

Alexandre de Paula Especial para o Correio
postado em 10/10/2014 00:00
 (foto: Diamond Filmes/Divulgação)
(foto: Diamond Filmes/Divulgação)


Despedida gloriosa
Última oportunidade de ver Phillip Seymour Hoffman ; morto no fim do ano passado ; como protagonista, O homem mais procurado faz ter saudades do ator. Hoffman está impecável no papel de Gunther Bachman, agente do serviço secreto em Hamburgo à procura de terroristas e suas redes infiltradas pela cidade e pelos veios do poder. Com maestria, o ator dá sua atmosfera ao longa, que soa melancólico e desesperançoso, apesar de brilhante.

Ao contrário do que o título do longa pode sugerir, não há cenas de perseguição mirabolantes (repletas de tiros e explosões), a busca por terroristas acontece no subterrâneo, nas sutilezas. Além disso, há, implícita, uma crítica ao modo como os EUA conduzem o combate ao terrorismo.

O filme traz o espectador para dentro da investigação e de seus processos. Daí, alguma demora na resolução de conflitos e situações, o que pode incomodar parte do público. Mas que é também um dos pontos fortes da película, que não se perde em soluções fáceis, nem se arrasta para encontrar o caminho. O tempo que leva para se resolver é o que precisa para funcionar e aprofundar as tensões que se criam ao longo da trama e se encerram muito bem.

Rachel McAdams e Daniel Bruhl nos papéis, respectivamente, da advogada Annabel Richter e do suposto terrorista Issa Karpov ; o procurado do título ; também aparecem muito bem e complementam com louvor o elenco da fita, despedida à altura de Phillip Seymour Hoffman.

Você sabia?

O filme, dirigido por Anton Corbijn, é baseado no romance policial
homônimo escrito por John Le Carré em 2010.




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