Candidaturas respondem

Candidaturas respondem

postado em 24/10/2014 00:00
O Correio perguntou aos coordenadores das campanhas de Rodrigo Rollemberg (PSB) e de Jofran Frejat (PR) o que têm a dizer sobre as queixas dos indecisos. Alguns entrevistados justificam a não adesão a Rollemberg pelos ataques ao adversário, pelo histórico de ligação com os petistas e pelo ingresso no serviço público sem concurso, aos 20 anos.

O coordenador de Rollemberg, Hélio Doyle, diz que 90% dos programas mostram ideias para o GDF. ;Em debates, há discussões, mas a iniciativa de ataque é sempre do adversário, e as acusações não podem ficar sem respostas;, acrescenta.

Doyle destaca que a insistência em associar a imagem do socialista à do atual governador foi repetida à exaustão por Frejat. ;Essa é uma mentira espalhada. Nunca houve acordo com Agnelo nem com o PT. Tanto é que o partido já declarou neutralidade há muito tempo;, argumenta.

Sobre a contratação do pessebista em cargo do Senado sem concurso público, Doyle defende que Rollemberg ingressou no serviço como outras pessoas fizeram antes da Constituição de 1988, que estabeleceu a obrigatoriedade do certame.

Tarifa

Ao falar de Frejat, os indecisos também listam seus motivos. Entre eles, a dúvida sobre o custo que o governo terá se instituir a tarifa de R$ 1 nos ônibus urbanos. O coordenador da campanha, Ugo Braga, afirma que o valor para subsidiar a tarifa sairá do IPVA, sem aumento do imposto. Caso o número de passageiros dobre, o custo anual da iniciativa será de R$ 400 milhões. ;O IPVA arrecada o dobro disso, e o imposto é mais do que suficiente para custear a tarifa de R$ 1;, diz.

Quanto aos ataques a Rollemberg, Ugo defende que o candidato apenas rebateu declarações do pessebista. ;São acusações levianas. Frejat apresentou propostas para segurança pública, saúde, educação, moradia, máquina administrativa, esportes, cultura e meio ambiente;, contrapõe.

Ugo não vê como problema a ligação do seu candidato com Arruda. Ele lembra que o ex-governador teve 80% de aprovação quando comandava o Buriti e contabilizava 40% das intenções de voto nas pesquisas antes de renunciar à candidatura, cedendo lugar a Frejat.

Legado
O coordenador da campanha defende o legado do seu candidato na Sáude: ;A última vez que ele assumiu a secretaria foi em 1999, pegando uma herança deixada pelo governo Cristovam Buarque. Frejat levou dois anos para recuperar o setor, que é o período de dificuldade cujo adversário menciona. Após esse tempo, a saúde foi referência nacional;.

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