Para viajantes prevenidos

Para viajantes prevenidos

Brasilienses que estiverem ausentes da capital do país no domingo só poderão participar do segundo turno da disputa presidencial se tiverem feito cadastro na Justiça Eleitoral até 21 de agosto. Caso contrário, será preciso justificar a abstenção

Juliana Contaifer
postado em 24/10/2014 00:00

O eleitor que estiver fora do seu domicílio eleitoral neste domingo, dia do segundo turno, só poderá digitar o número do seu candidato a presidente na urna eletrônica em outro estado brasileiro se tiver se programado com bastante antecedência. Do contrário, precisará justificar a abstenção. O prazo para cadastramento do voto em trânsito terminou em 21 de agosto, e quem não cumpriu a exigência da Justiça Eleitoral está impedido de votar depois de amanhã se estiver longe de casa.


A partir de domingo, o eleitor que deixar de comparecer às urnas no segundo turno terá 60 dias de prazo para apresentar a justificativa. Na data da votação, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) colocará à disposição dos brasilienses 40 pontos para o cidadão justificar o fato de não votar no segundo turno (veja quadro abaixo).


O voto em trânsito funciona para aqueles que estarão ausentes do domicílio eleitoral no dia do pleito e, mesmo assim, querem votar para presidente. Nesse caso, quem estiver em Brasília deve se dirigir à faculdade IESB Sul (L2 Sul, Quadra 609) munido de documento de identificação oficial com foto, entre as 8h e as 17h deste domingo.


Apenas tem acesso ao recurso do voto em trânsito o cidadão que se cadastrou para essa finalidade no TRE entre 15 de julho e 21 de agosto. Nesse período, os eleitores puderam optar entre o voto em trânsito apenas no primeiro turno, no segundo, ou em ambos.


A dificuldade criada pelo cadastramento antecipado é que a pessoa, muitas vezes, não tem como saber onde estará no dia das eleições. O servidor público Marcílio Souza, 35 anos, por exemplo, vota em São Paulo, mas mora em Brasília desde julho. No primeiro turno, conseguiu viajar para votar. Agora, no segundo, terá de justificar a abstenção.


;Eu até pensei em me cadastrar para o voto em trânsito quando estava aberto, mas achei que ia me engessar. Se surgisse a possibilidade de viajar, eu teria de justificar de todo jeito. Acabei conseguindo ir para São Paulo no primeiro turno. Mas, agora, vou ter que justificar;, conta o servidor público.


A autônoma Natália Cimó, 32 anos, votou em trânsito em 2010 e não conseguiu se cadastrar a tempo para participar de nenhum dos turnos neste ano. Nascida em Dourado (MS), ela já morou em Campo Grande e São Paulo. Sempre que não consegue retornar para casa, justifica o voto.


Este ano, às voltas com a mudança para a Brasília, Natália não conseguiu se cadastrar a tempo para o voto em trânsito. Por isso, lamenta. ;Se o processo fosse mais simples, pela internet ou no dia da votação, eu votaria em trânsito mais uma vez;, pondera.

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