Lucro maior no 3º trimestre

Lucro maior no 3º trimestre

postado em 13/11/2014 00:00
A Petrobras deverá registrar um lucro 24,25% maior no terceiro trimestre em relação a igual período de 2013, influenciado pelo aumento das suas exportações, apesar do recuo nas cotações do petróleo. O lucro líquido deve atingir R$ 4,22 bilhões nos três meses encerrados em 30 de setembro, comparado com os R$ 3,39 bilhões do terceiro trimestre de 2013, segundo cálculos de analistas.

A estatal ainda não informou ao mercado a data de publicação dos seus balanços do terceiro trimestre. O prazo para a apresentação dos números termina amanhã, para quando está marcada a reunião do Conselho de Administração que avaliará as demonstrações financeiras. A receita líquida da petroleira deve somar R$ 86,99 bilhões de julho a setembro, uma alta de 11,96% em relação aos mesmos meses do ano passado.

Entre as análises pessimistas, o Itaú foi a pior, apostando em lucro de R$ 1,83 bilhão no terceiro trimestre, um recuo quase à metade do período comparado. Para o Itaú BBA, apesar do aumento da produção no terceiro trimestre, de 5,8 %, os resultados da Petrobras serão afetados negativamente pelos preços de petróleo mais baixos, uma provisão não recorrente de US$ 268 milhões referentes ao contrato de fornecimento de gás boliviano e o acordo coletivo de trabalho, que deve ter impacto de R$ 1 bilhão.

Combustíveis
A defasagem dos preços dos combustíveis internos com os externos ficou em patamares menores do que os apresentados em trimestres anteriores, devido à queda do preço do barril do petróleo. Os preços internacionais de combustíveis impactaram positivamente a diferença de preço de combustíveis no Brasil, quase eliminando os grandes prejuízos observados durante os três últimos anos.

Em relação às importações, os analistas ressaltam que a empresa perdeu muito ao trazer combustíveis do exterior para suprir a demanda interna, já que, durante o terceiro trimestre, os preços praticados no país foram mantidos mais baixos do que os valores cobrados no exterior. Entre o segundo e o terceiro trimestres, as importações de derivados avançaram 11,8%, e as importações de gás, 21,6 %.

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