Longe do objetivo

Longe do objetivo

ANTONIO TEMÓTEO Enviado especial
postado em 13/11/2014 00:00

São Paulo ; Os fundos de pensão não devem atingir a meta atuarial pelo segundo ano consecutivo. O baixo crescimento econômico, a volatilidade do preço das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM) e do mercado de títulos públicos impedirão que as carteiras rendam o mínimo de 12%. Nas contas do setor, o resultado será 1,5 ponto percentual inferior à rentabilidade projetada para 2014.


No cenário mais pessimista considerado pela Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), o rendimento seria de 6,7% se o Ibovespa fechasse o ano em 48 mil pontos. No mais positivo, o patrimônio dos fundos cresceria 12,4% se a bolsa acumulasse 59 mil pontos. ;Como estamos já no meio de novembro e o Ibovespa está em 53 mil pontos, teremos um cenário intermediário. Devemos ficar 1,5 ponto percentual abaixo da meta;, comentou o presidente da Abrapp, José Ribeiro Pena durante, o 35; Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão.


Pena destacou que a retomada do crescimento econômico nos próximos anos será fundamental para que o setor volte a apresentar resultados iguais ou superiores às metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). Ele ressaltou que a pujança da economia consolidaria a confiança necessária para que os mercados deixem para trás a volatilidade que penaliza investidores de longo prazo, como os fundos de pensão.


Apesar do resultado abaixo da expectativa, o presidente da Abrapp afirmou que, desde 1995, a rentabilidade acumulada dos fundos é de 2.137%, frente a uma meta de 1.126%. ;O importante é olhar o filme, e não apenas a fotografia;, comparou. A maior parte dos ativos está lastreada em títulos públicos e não existe a perspectiva de calote;, acrescentou.

Retomada
Para o presidente da BB DTVM, Carlos Massaru Takahashi, o crescimento econômico será fundamental para que os fundos de investimentos aumentem a rentabilidade. Ele detalhou que a retomada da expansão passa pela ampliação da infraestrutura e pelo aumento de produtividade. Mas esse processo dependerá do mercado de capitais. ;A bolsa é o grande gerador de ativos de que o sistema de previdência precisa para ter a oportunidades de diversificar o portfólio e voltar a render;, comentou.
O repórter viajou a convite da Abrapp

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