Golpe nos jihadistas

Golpe nos jihadistas

postado em 13/11/2014 00:00


No mesmo dia em que o Observatório Sírio para Direitos Humanos (OSDH) anunciou a morte de pelo menos 746 jihadistas desde o início dos bombardeios na Síria, a coalizão internacional se reuniu nos Estados Unidos para planejar as próximas etapas da guerra contra o Estado Islâmico (EI). Funcionários militares de mais de 30 países da aliança liderada por Washington estão reunidos na base MacDill, em Tampa (Flórida), para planejar a ofensiva. A previsão é de que o encontro, na sede do Comando Central americano, dure nove dias. ;A conferência é uma oportunidade para os sócios da coalizão estreitarem relações, promoverem o desenvolvimento e aperfeiçoarem os planos de campanha militares para enfraquecer e derrotar o EI;, informou o Comando Central, por meio de um comunicado.

Há mais de três meses, aviões de guerra americanos e de outros países começaram ataques contra o EI no Iraque e na Síria. Apesar da ofensiva aérea diária, o Estado Islâmico continua avançando em algumas áreas e tem o controle de cidades-chave em ambos os países. Ontem, as forças das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) conseguiram cortar uma importante rota de provisionamento dos jihadistas, estratégica para o controle da cidade de Kobane. ;As YPG atacaram a rota Hlanj-Kobane, a sudeste da cidade, e conseguiram interromper essa via de abastecimento de armas e combatentes para o EI;, confirmou Rami Abdel Rahmane, diretor do OSDH.

Progresso
Idris Nassan, vice-chanceler do cantão de Kobane, admitiu ao Correio que as YPG fizeram progressos nas frentes leste e sul da cidade. ;Por conta dos bombardeios e das operações especiais dos guerrilheiros curdos, o Estado Islâmico perdeu muitos combatentes;, disse o sírio-curdo. Segundo ele, o EI ainda controla 20% do território de Kobane e representa uma ameaça. ;Eles têm trazido mais jihadistas e suprimentos a todo o momento.; Nos combates de ontem, 16 militantes islâmicos morreram em várias partes da cidade.

Além dos 746 integrantes do Estado Islâmico, os ataques da coalizão internacional mataram 50 civis ; oito crianças, cinco mulheres e 37 homens. Pelo menos 68 membros da Frente Al-Nusra, filiada à rede terrorista Al-Qaeda, também morreram nos bombardeios, que tiveram início em 23 de setembro.



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