Brasília-DF

Brasília-DF

por Denise Rothenburg deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 19/11/2014 00:00

Liberou geral
Ao trocar a expressão meta de ;superavit; por meta de ;resultado;, o relator do projeto que modificou a Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano, senador Romero Jucá (PMDB-RR), praticamente autorizou o governo a fazer um deficit do tamanho que quiser. E, diante de uma situação política tão complicada, a tendência da combalida base governista é aprovar o texto de Jucá. O PMDB, por exemplo, fechou ontem apoio à proposta. Os demais seguirão pelo mesmo caminho.
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Diante da crise política que se avizinha, depois da prisão dos maiores empreiteiros do país e seus operadores, ninguém quer arriscar deixar a situação econômica mais desgastante para o governo. A ordem é votar esta LDO, a de 2015, e partir para o recesso. Começa a haver um consenso sobre ;quanto menos marola melhor;.

Dilma por dentro
A maior parte da reunião de Dilma Rousseff com seus ministros ontem foi para tratar da Lava-Jato e de desdobramentos sobre o governo. A presidente pediu a relação de todos os contratos que as empresas investigadas mantêm com o Poder Executivo. A ordem é se antecipar aos fatos para não ficar a reboque de possíveis problemas em outras áreas.

Questão de tempo
Os políticos passam horas fazendo cálculos sobre quanto tempo ainda levará para se ter um desfecho da Lava-Jato. Os mais otimistas estão desanimados: se o mensalão levou dois anos, o Petrolão levará mais tempo, ou seja, a próxima legislatura será perdida com esses processos.

Se enrolar, escapa
A convocação do presidente licenciado da Transpetro, Sérgio Machado, para depor na CPI, ainda sem data prevista, e a quebra de sigilo de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, foram lidas como atitudes apenas para inglês ver. Para a semana que vem, não tem nada marcado. Depois, serão mais três semanas. A expectativa é de que ficará mesmo para a próxima legislatura, quando tudo terá que ser refeito numa nova CPI.

;Diante do que estamos vivendo, minha CPI foi a de pequenas causas;
Do deputado Amir Lando (PMDB-RO), que, em 1992, foi relator da CPI que investigou o governo Collor


CURTIDAS


Nos corredores.../ Assustados com a Operação Lava-Jato, deputados e senadores ficaram estupefatos com os US$ 97 milhões devolvidos pelo funcionário da Petrobras: ;Se um gerente devolveu R$ 252 milhões, imaginem quanto não foi tirado da empresa!”, diz o senador Agripino Maia (foto), do DEM-RN.

... O assunto reina/ Eis que, de repente, passam alguns deputados do PP no salão verde da Câmara e dois comentam: ;Olha lá: do partido deles, de 43 deputados 37 vão para o vinagre em 2015;.

Caminhos fechados/ O acesso direto do comitê de imprensa à sala de café dos senadores foi fechado. A justificativa oficial foi de que muitos lobistas usavam aquela entrada para se aproximar dos parlamentares. Em tempo: não são os jornalistas que autorizam o acesso de lobistas ao plenário e sim aos próprios parlamentares.

Incrível/ Ninguém no PMDB diz conhecer Fernando Baiano, que é apresentado como o lobista do partido. Eu hein... Agora, que ele se entregou, vamos saber.

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