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postado em 19/11/2014 00:00


Reformas

O Brasil precisa de uma nova safra de estadistas dispostos a arriscar o capital político em defesa de reformas capazes de tirar o país da atual trajetória decepcionante. Se o país continuar no piloto automático, como estamos há mais de uma década, seguiremos para a pequenez. As ações dos governantes devem ser avaliadas do ponto de vista ético e da eficácia de suas políticas. As grandes reformas estruturais da história contemporânea sempre foram lideradas por estadistas. A liderança faz falta hoje ao mundo, não apenas ao Brasil. As pessoas esclarecidas sabem o que deve ser feito. As pessoas, de fato, temem reformas. Para elas, reforma significa perder algo, e ninguém quer perder nada. Ninguém aceita perder privilégios, benefícios, subsídios. No Brasil, falta uma narrativa que convença as pessoas a se envolverem com as mudanças necessárias. Nesse contexto, a importância da educação, lamentavelmente, parece ainda não ter sido devidamente compreendida. Fica evidente o descrédito das instituições, algo muito ruim, porque corrói os valores da democracia.
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras

Obras paradas

O governador Agnelo Queiroz (PT), em entrevista ao Correio (15/11, pág. 21), disse: ;Estamos honrando os contratos, pagando os salários e trabalhando empenhados em entregar as muitas obras que ainda temos para inaugurar;. Será que entre essas ;muitas obras; consta a conclusão do Programa Asfalto Novo em Ceilândia? Para exemplificar, citemos a Via M2 (Ceilândia Norte), onde as obras estão inconclusas. Veja bem: desde antes do início da Copa do Mundo! Desde então, questionamos sempre a Novacap, por meio da festejada coluna Grita Geral (22/7, 5/9 e 17/9) deste jornal, o porquê da interrupção das obras da via e, por consequência, das demais, e sempre obtivemos a resposta de que as obras foram paralisadas por um tempo devido a uma ;readequação financeira do contrato;, mas que seriam retomadas. Com a palavra, o governador!
; Leyrson Tabosa Alvares Silva,
Ceilândia Norte

Eixão do Lazer

Os eventos no Eixão do Lazer em Brasília, nos fins de semana e feriados, são de grande relevância, pois oferecem diversão a diversos tipos de público, que se desgastam nos dias normais e, nesses momentos, aproveitam para aliviar as tensões acumuladas. Contratam firmas de segurança para melhor administrarem as dificuldades no setor, firmas de comunicação para melhor divulgarem a atividade etc. No entanto, os moradores sofrem com a realização das atividades. Da mesma forma, pretendem sair de casa, almoçar com os amigos, ir a clubes, entre outras atividades de descanso. Os frequentadores de todas as partes do DF entopem as quadras residenciais e proíbem os residentes de se deslocarem para outros locais. É som no mais alto grau, estacionamento sobre calçadas, sobre os gramados, em fila dupla e até tripla. As autoridades têm que exigir dos promotores dessas atividades um mínimo de ordem para que não prejudiquem os residentes. Os moradores eleitores agradeceriam muito essa providência. Que tal transferir o evento para o Parque da Cidade? Com a palavra, o GDF.
; João Coelho Vítola,
Asa Sul

Jatene

A morte do cirurgião Adib Jatene na noite de sexta-feira (14/11) deixa um vazio enorme na medicina, por ter sido ele um inovador na cirurgia do coração. No Hospital do Coração (Incor), ele fez cerca 20 mil cirurgias, entre elas a primeira ponte de safena realizada no Brasil. Em entrevista a uma emissora de tevê, muitos anos atrás, ele disse que tinha um pequeno torno mecânico no fundo de casa onde, nos fins de semana, torneava pequenas peças de próteses metálicas para desobstruir artérias. Na época, uma das filhas dele ficava muito preocupada que o pai pudesse machucar as mãos, o que poderia dificultar futuras cirurgias. Quando ele perdia algum paciente devido a complicações durante a cirurgia, ele fazia questão de ir a velório confortar a família e explicar que tinha feito o máximo para que tudo corresse bem. Descanse em paz.
; Edgard Gobbi,
Campinas (SP)



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