Nemer e Wellington como réus

Nemer e Wellington como réus

postado em 19/11/2014 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Pres - 29/3/11)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Pres - 29/3/11)




Enquanto parte dos distritais discutiam, no Colégio de Líderes, o que fazer com as duas propostas que garantem blindagem própria em processos de cassação, a poucos metros de distância, no prédio do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT), o futuro de um colega era definido. O Conselho Especial decidiu, por unanimidade, aceitar denúncia do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) contra Wellington Luiz (PMDB) por peculato (crime cometido por ocupante de cargo ou função pública) e fraude a licitações por suposta participação no esquema de desvio de recursos de uma emenda parlamentar em 2012. Hoje, será a vez de Rôney Nemer (PMDB), deputado federal eleito, ser julgado por improbidade administrativa.

O caso de Wellington tem relação com uma emenda de R$ 105 mil, datada do primeiro semestre de 2012, destinada à realização de um evento esportivo na Região Administrativa do Varjão. De acordo com a investigação da Polícia Civil do DF (PCDF) e com a denúncia do MPDFT, parte do dinheiro (R$ 40 mil) teria sido desviada para bancar uma viagem do distrital, familiares e assessores à Europa naquele ano. Os recursos, posteriormente, foram devolvidos, alega a defesa do deputado.

Alguns desembargadores colocaram em discussão o fato de a autoria da emenda não ter sido oficialmente de Wellington Luiz, pois ele, à época, estava licenciado e ocupando a Secretaria de Condomínios do Governo do DF. O autor, no caso, seria Siqueira Campos (hoje no PSDB), suplente do colega. ;Pela minha visão da denúncia oferecida pelo MP, vejo indícios de autoria do denunciado;, explicou o relator, desembargador João Timóteo de Oliveira. O voto foi acompanhado pelos 12 desembargadores presentes.

;Não estou satisfeito com essa decisão, é claro. Mas creio que agora será a oportunidade de mostrar que não participei de nenhum tipo de irregularidade. Não fui o autor da emenda e não autorizei o desbloqueio dos recursos. O próprio Siqueira também não fez isso. Se houve crime, foi cometido por outra pessoa;, argumentou Wellington Luiz ao Correio.
Depois de vários adiamentos e recursos, o caso de Rôney Nemer deve ser julgado por improbidade administrativa hoje pela 3; Turma Cível do TJDFT. Sua defesa tentou ontem, sem sucesso, a suspensão do julgamento no Conselho Especial. O parlamentar é acusado de ter recebido dinheiro em troca de apoio ao governo no esquema criminoso investigado pela Operação Caixa de Pandora em 2009.

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