Denúncias marcam eleições no Confea

Denúncias marcam eleições no Confea

postado em 19/11/2014 00:00
 (foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press - 24/2/10)
(foto: Zuleika de Souza/CB/D.A Press - 24/2/10)

Responsável pelo registro profissional de 1 milhão de trabalhadores e com orçamento anual de R$ 1 bilhão, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), com sede em Brasília, terá eleições para presidente hoje. Todos os cadastrados no órgão estão aptos a votar ; no Distrito Federal, são 6 mil. A disputa, marcada pela troca de acusações entre os postulantes ao cargo, teve várias idas e vindas nos últimos três meses. Inicialmente, dois candidatos foram impugnados pela comissão eleitoral da autarquia, o que tornaria José Tadeu da Silva, que busca a reeleição, o único concorrente. Os adversários dele, Henrique Luduvice e José Alonso, no entanto, entraram na Justiça e recuperaram o direito de disputar o cargo.


Os três respondem a processos judiciais. O Ministério Público Federal de São Paulo exige que José Tadeu devolva R$ 410 mil, dinheiro supostamente gasto enquanto ele presidia o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP). A verba teria sido usada para o pagamento de uma excursão de conselheiros à Suíça. Outro caso levou a Justiça Federal de SP a bloquear os bens do chefe do órgão até o limite de R$ 15 milhões por direcionamento na licitação para a compra da sede do Crea-SP.

José Tadeu, porém, atacou os rivais e alegou que não só ele deve respostas à Justiça. ;O tamanho da ficha de processos deles é o dobro da minha. Como ditam as regras da disputa, o Luduvice tinha de se licenciar da Eletronorte, onde trabalha, três meses antes do pleito, mas não fez isso. O Alonso nem sequer teve as contas aprovadas quando foi presidente do Crea-SP;, disse ao Correio.


Mas Luduvice afirmou que as denúncias não procedem e se referem a pequenos valores. ;Dos três processos a que respondo, um deles é sobre a contratação de uma jornalista por R$ 2,5 mil. Alegam que eu não fiz licitação, mas, se tivesse feito, teria de pagar bem mais caro a um profissional do que pegar um cedido de outro órgão, como eu fiz;, explica.

;Chefe de quadrilha;
José Alonso também se defende e acusa José Tadeu de ser ;chefe de quadrilha;. ;Esse sujeito não presta. Ele me sucedeu no comando do Crea-SP, e todos os processos que existem contra a minha pessoa foi ele quem abriu após assumir o meu posto na autarquia. Os que foram para julgamento, eu venci, e os outros ainda estão parados na burocracia da Justiça brasileira;, comenta. Além disso, ele argumentou que há uma diferença entre as pendências dele e a de José Tadeu. ;Ele tem processo transitado em julgado, portanto, não tem mais como recorrer e terá de pagar pelo que fez;, conclui. (MT)

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