Soldados roubavam postos

Soldados roubavam postos

Ailim Cabral
postado em 19/11/2014 00:00
 (foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)
(foto: Bruno Peres/CB/D.A Press)


Seis soldados do Exército acabaram presos acusados de cometer mais de 20 assaltos a postos de gasolina em oito cidades da capital. Quatro deles foram detidos ontem pela manhã, durante a Operação Tanque Cheio ; os outros dois estão na cadeia desde 16 de outubro, após um roubo em Planaltina. O delegado-chefe da 9; Delegacia de Polícia (Lago Norte), Ricardo Viana, disse que a ação dos criminosos começou a ser mapeada em julho, quando a polícia percebeu semelhanças nos roubos.

Estão envolvidos os soldados Diego Matias, 23 anos; Victor Hugo Santos, 19; Diego Silva Lima, 26; Emival Gomes Júnior, 31; Edimar Peixoto, 20; e Esdras Matos. Segundo a polícia, eles tinham três formas de agir. Em uma delas, parte dos criminosos chegava a um posto em um Fiat Bravo, enchia o tanque e dava sinal para os outros, que faziam a abordagem em duas motos e anunciavam o assalto com uma arma. ;Os frentistas nem percebiam, achavam que eles eram clientes comuns porque, depois de alertaram os comparsas, iam embora;, conta o delegado Ricardo.

Em outra situação, apenas Esdras Matos, Diego Matias e Edimar Peixoto participavam do ataque. Chegavam em duas motos, abasteciam os veículos e, em seguida, anunciavam o roubo. Na terceira, Esdras e Diego usavam uma moto. Só a dupla assaltou pelo menos 11 postos em um dia, dois deles no Lago Norte. ;Depois de verificar todos esses casos nas mesmas condições e circunstâncias, começamos a observar melhor. Quando os dois soldados foram presos em Planaltina, iniciamos o processo de identificação e de investigação;, detalha o investigador.

Quadrilha
De acordo com Ricardo, assim que os suspeitos foram identificados como integrantes do Exército, a instituição passou a colaborar com as investigações. ;Eles ficaram admirados, pois eram soldados que sempre tiveram ótimo comportamento dentro do pelotão, mas prestaram todo o apoio;, explica.

Os seis tiveram a prisão preventiva decretada. Eles responderão pelos crimes na Justiça comum. Foram autuados por roubo e por associação criminosa armada, a antiga formação de quadrilha. Na tarde de ontem, os militares foram encaminhados para a carceragem da Polícia do Exército e ficarão sob a tutela do órgão. Até o fechamento desta edição, o Correio não conseguiu contato com o Exército.

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