Campo dos sonhos

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Última das novas arenas a ser inaugurada, o Allianz Parque, que abre hoje para o duelo entre Palmeiras e Sport, deve turbinar as receitas do alviverde desde já. Acordo do time paulista com a construtora é o mais rentável para um clube do Brasil

RODRIGO ANTONELLI
postado em 19/11/2014 00:00
 (foto: Daniel Vorley/AGIF - 30/10/14)
(foto: Daniel Vorley/AGIF - 30/10/14)


O Palmeiras tem motivos de sobra para comemorar a inauguração de seu novo estádio, hoje, às 22h, mesmo antes do apito final do jogo contra o Sport ; confronto importante para o alviverde na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Pelo menos financeiramente, o clube deve iniciar nova era com a reabertura da arena. O acordo firmado com a WTorre, construtora responsável pela obra e que vai explorar o local pelos próximos 30 anos, é o mais rentável de um time no Brasil e promete grandes lucros para o Verdão desde já. A receita obtida com a venda de todos os 39 mil ingressos para o duelo de hoje, por exemplo, cairá na conta palmeirense.

Sem pressa para começar ou terminar a obra por causa da Copa do Mundo, o alviverde teve tempo de costurar uma boa parceria e, diferentemente de seus rivais, não terá despesas com o novo estádio. Pelo contrário: vai lucrar com todas as atividades que ocorrerem na arena. Nenhum outro clube do país que joga em casa reformada ou nova consegue faturar em todos os setores (leia arte).

Corinthians e Inter, donos das próprias casas, até podem começar a ter a receita total de suas atividades no futuro, mas isso deve demorar pelo menos uma década. Por enquanto, as duas equipes são obrigadas a destinar parte da arrecadação de cada jogo para pagar os empréstimos revertidos às obras. No caso do Timão, ainda há despesa extra com a manutenção da arena (veja reportagem na página 2) ; um montante que o Palmeiras deve economizar nos próximos 30 anos.

Apesar do bom acordo, ainda há um impasse entre Palmeiras e WTorre. Time e construtora não concordam com número de assentos que a empresa pode comercializar. A decisão está nas mãos de um juiz. O clube entende que WTorre pode vender apenas 10 mil cadeiras, mas a administradora interpreta que tem o direito de comercializar todos os 45 mil lugares. Esses assentos seriam fixos para quem os comprasse, e a construtora teria de pagar ao Palmeiras o valor do ingresso mais baixo da temporada anterior por cadeira em todos os jogos. Daria uma receita mínima, mas atrapalharia o programa de sócio-torcedor do Verdão, que já tem mais de 50 mil inscritos.

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