Contas bloqueadas

Contas bloqueadas

» JOÃO VALADARES
postado em 20/11/2014 00:00

Ofício encaminhado pelo Banco Itaú à Justiça Federal do Paraná revela o saldo das poupanças e das contas-correntes de sete executivos presos na Operação Lava-Jato. Há algumas curiosidades. Na conta do ex-presidente da Queiroz Galvão Ildefonso Colares Filho, que ganhava até 2012 um salário de R$ 250 mil, havia apenas R$ 4,6. Atualmente, de acordo com o Ministério Público Federal, ele é diretor da Queiroz Galvão Tecnologia em Defesa e Segurança, uma subsidiária da empreiteira.
No documento, a instituição financeira informa ao juiz federal Sérgio Moro que procedeu o bloqueio dos ativos do vice-presidente da Mendes Júnior, Sergio Cunha Mendes; do diretor da OAS Agenor Franklin Magalhães Medeiros; do vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada; e do diretor-presidente da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca.

O maior saldo entre os listados pelo banco foi encontrado na conta de Gerson de Mello Almada. Em 14 de novembro, o executivo tinha R$ 1,46 milhão numa conta e R$ 15,6 mil em outra. De Sergio Cunha Mendes foram bloqueados R$ 21,3 mil,mais R$ 12,7 mil de uma conta poupança.
Na terça-feira à tarde, o magistrado determinou ao Banco Central a quebra do sigilo bancário de 15 dos 23 presos na sétima fase da operação. A ordem do juiz atingiu o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque e os empresários Erton Medeiros Fonseca, Ildefonso Colares Filho, Othon Zanoide de Moraes Filho, Fernando Antonio Falcão Soares, Valdir Lima Carreiro, Dalton dos Santos Avancini, Walmir Pinheiro Santana, José Ricardo Nogueira Breghirolli, Eduardo Hermelino Leite, Sérgio Cunha Mendes, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Ricardo Ribeiro Pessoa, João Ricardo Auler, José Aldemário Pinheiro Filho e Gerson de Mello Almada.
Além dos executivos das empreiteiras, Moro solicitou a quebra do sigilo das empresas D3TM ; Consultoria e Participações Ltda., Technis Planejamento e Gestão em Negócios Ltda. e Hawk Eyes Administração de Bens Ltda.

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