Um oleoduto no caminho em 2015

Um oleoduto no caminho em 2015

postado em 20/11/2014 00:00
 (foto: Gary Cameron/REuters)
(foto: Gary Cameron/REuters)



Uma votação que dividiu as posições da Câmara e do Senado, nos últimos dias, pode ter começado a delinear as relações entre a Casa Branca e o Congresso a partir de janeiro, quando a oposição assumirá o controle de ambas as casas legislativas. Na noite de terça-feira, por margem mínima, a maioria democrata (governista) dos senadores derrubou a lei que autorizaria a polêmica extensão de um oleoduto destinado a transportar petróleo do Canadá para refinarias no Golfo do México, cruzando vários estados dos EUA. O projeto, combatido por ambientalistas, povos indígenas e proprietários de terras que estão no traçado da obra, tinha sido aprovado no fim de semana pelos deputados, com o voto maciço da maioria republicana.

O resultado das votações, avaliam os observadores do cenário político em Washington, deu ao presidente a opção de fazer do oleoduto uma moeda de troca com os opositores na delicada administração da agenda doméstica para os dois últimos anos de mandato. Com maioria no Senado a partir de 2015, é certo que os republicanos recoloquem na pauta a obra, orçada em US$ 8 bilhões e apoiada também por congressistas democratas. Em vez de usar o poder de veto, como pedem os adversários do projeto, Obama poderia negociar o apoio do Congresso para algumas das propostas que pretende deixar como ;legado histórico; de sua presidência.

;Seja qual for a decisão dele, eu espero que ela seja guiada não por simbolismos (em torno do oleoduto em si), mas de uma meta para redução de emissões de carbono;, disse à agência de notícias Reuters uma fonte ligada ao governo federal. Embora conte mcom votos suficientes para aprovar o projeto, inclusive graças ao apoio de vários democratas, os republicanos não teriam força para derrubar um veto presidencial. Mas poderiam incluir no texto dispositivos sobre financiamento da União, o que tornaria mais complexa a opção da Casa Branca pelo veto.

Outro obstáculo no caminho de um acordo sobre Keystone é a definição de prazos. Os líderes republicanos pretendem decidir a questão já nos primeiros meses do ano que vem. Obama já indicou que pretende aguardar o pronunciamento da Justiça do Nebraska, um dos estados no trajeto do oleoduto, sobre uma objeção apresentada por proprietários de terra. A decisão é esperada para janeiro ou fevereiro. Se for favorável aos fazendeiros, porém, a redefinição do traçado no estado se prolongará possivelmente por todo o primeiro semestre.




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