Devolução de R$ 852 mil

Devolução de R$ 852 mil

postado em 20/11/2014 00:00

Para Rôney Nemer, o julgamento da tarde de ontem na 3; Turma Cível foi o desfecho da investigação feita pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e pela Polícia Federal em 2009 que desencadeou a Operação Caixa de Pandora. O objetivo era esclarecer a existência de um esquema de corrupção no DF, que incluía o pagamento de propina a autoridades públicas, entre elas, deputados para apoiar a eleição e, posteriormente, a administração de José Roberto Arruda. Segundo o que se apurou, o então distrital, que ocupou cargos no governo, recebeu dinheiro para compor a base do ex-governador.

O nome do distrital aparece em um áudio gravado por Durval Barbosa, o delator do esquema, no qual Rôney é citado como um dos recebedores de R$ 11,5 mil mensais de propina. Ao longo da instrução do processo, a defesa tentou derrubar a argumentação. ;As provas são ilegais, ilícitas e pífias;, disse, ontem, o advogado Rodrigo Madeira Nazário.

A sessão durou duas horas e meia. O relator, desembargador Mário-Zam Belmiro Rosa, votou pela manutenção da decisão monocrática, apenas sugerindo a redução dos valores a serem restituídos. Houve divergências sobre a quantia, então, para evitar questionamentos, da defesa no próprio TJ, os três desembargadores definiram o valor a ser devolvido em R$ 852 mil e a perda dos direitos políticos em seis anos.

O deputado falou sobre a decisão por meio da assessoria de imprensa. ;Ao longo dos quase 30 anos de vida pública, alicerçados na transparência, honestidade e respeito aos cidadãos e ao erário público, ele jamais participou de qualquer esquema de corrupção;, destacou. O parlamentar lembra ainda que, durante oitiva realizada na 2; Vara de Fazenda Pública do DF, Durval Barbosa afirmou jamais ter entregado dinheiro ou benefício a Rôney. O deputado informou ainda que a defesa apresentará recurso.

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