Exército aguarda inquérito para definir punição

Exército aguarda inquérito para definir punição

THIAGO SOARES
postado em 20/11/2014 00:00

Os seis soldados do Exército suspeitos de cometerem mais de 20 roubos a postos de gasolina do Distrito Federal permanecem presos na carceragem da instituição. Eles eram investigados pela Polícia Civil, que os prendeu na última terça-feira durante a Operação Tanque Cheio. Apesar de serem militares, responderão na Justiça comum. ;O Exército está contribuindo com toda a investigação. Só depois de finalizados os processos será definido se eles serão desligados ou não;, informou a instituição, por meio de nota encaminhada pela assessoria de Comunicação.

Os envolvidos são os soldados Diego Matias, 23 anos, Victor Hugo Santos, 19, e Diego Silva Lima, 26. Emival Gomes Júnior, 31; Edimar Peixoto, 20; e Esdras Matos. Todos faziam parte do 1; Regimento de Cavalaria de Guardas. A assessoria do Exército acrescentou que os acusados, até então, não tinham apresentado mau comportamento na instituição. Integravam a tropa administrativa e não chegaram a fazer parte do grupo responsável pela segurança do Palácio do Planalto, sede do governo federal.

Edimar e Esdras haviam sido presos em 16 de outubro. A partir deles, iniciou-se a investigação da 9; Delegacia de Polícia (Lago Norte). Segundo os investigadores, a ação dos criminosos começou a ser mapeada em julho, quando foi notada a semelhança dos roubos. Somente a dupla assaltou 11 postos em um dia, dois deles no Lago Norte.

Assim que os suspeitos foram identificados como integrantes do Exército, a instituição passou a colaborar com as investigações. ;Não havia nada que atentasse a esse tipo de comportamento por parte desses soldados. A instituição ficou surpresa quando foi acionada sobre o assunto, porém está contribuindo para que tudo transcorra da melhor maneira. Eles vão permanecer encarcerados na Polícia do Exército até que todo o processo seja concluído;, encerra a nota do Exército. Os seis soldados foram autuados por roubo e associação criminosa.

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