Shinko à disposição

Shinko à disposição

postado em 26/11/2014 00:00
O dono da LFSN Consultoria Engenharia S/S Ltda, Shinko Nakandakari, que, segundo a Galvão Engenharia, era o emissário da Diretoria de Serviços da Petrobras e teria recebido da empreiteira R$ 8,86 milhões de propina, se colocou à disposição da Justiça Federal para prestar esclarecimentos. Em petição encaminhada ao juiz Sergio Moro ontem, Shinko solicita cópia dos autos da investigação, sobretudo, do depoimento do diretor-presidente da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca. Ele informou à Justiça o endereço para ser intimado.

Na segunda-feira, a construtora Galvão Engenharia, uma das investigadas pela Lava-Jato por integrar o esquema de corrupção, apresentou à Justiça comprovantes do suborno. A defesa de Erton Medeiros alega que a propina, paga em 20 parcelas entre novembro de 2010 e junho deste ano, foi direcionada a Shinko, ;pessoa que se apresentou como emissário da Diretoria de Serviços da Petrobras na presença de Pedro Barusco;.

Até 2012, a diretoria em questão era comandada por Renato Duque, um dos presos. Barusco exercia o cargo de gerente de Engenharia, subordinado a Duque. Os advogados de Erton Medeiros alegaram que a Galvão Engenharia teve de fazer o pagamento para não ter problemas nos contratos. (JV)

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