Bolsa sobe à espera de nomeações

Bolsa sobe à espera de nomeações

postado em 26/11/2014 00:00
Após fechar no negativo na véspera, a Bolsa de Valores de São Paulo (BM) retomou o fôlego ontem, em dia de forte volatilidade, e fechou com alta de 0,28%, a 55.560 pontos, não só na expectativa da confirmação de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, como também do anúncio de medidas para condução da política econômica. Ao longo do pregão, teve altas e baixas e voltou a operar no azul depois que a saída de Mantega da pasta foi confirmada para sexta-feira. Já o dólar manteve uma queda consistente e recuou 0,40%, cotado a R$ 2,54.

Para analistas de investimentos, a oscilação é reflexo da falta de novas notícias. ;Como não há nenhuma confirmação, o mercado fica especulando. Se alguém diz que o PT não gostou do nome de Levy, cai um pouco. Rumores de que ele pode ser nomeado elevam a bolsa. No fundo, o nome do novo ministro já precificou os ativos na semana passada, agora o que o mercado espera são as diretrizes da política econômica;, avaliou Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest Corretora.

Os ativos da Petrobras continuam provocando volatilidade na bolsa. No pregão de ontem, as ações da petroleira alternaram variações de alta e baixa ao longo do dia. Na abertura dos negócios, os papéis da estatal chegaram a subir mais de 5%, depois passaram a cair fortemente. No fechamento, as ações ordinárias caíram 1,12%, a R$ 13,28, e as preferenciais recuaram 0,42%, a R$ 14,14.

A queda foi reflexo dos inúmeros escândalos que afetam a Petrobras, mas, ontem, especificamente, foi motivada pela notícia de que uma filha do ex-diretor Paulo Roberto Costa teria informações privilegiadas da companhia para realizar negócios, além da notificação da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado de capitais nos EUA, para o envio de documentos relativos à investigação da estatal.

Na semana, a Bovespa acumula queda de 0,93%. No mês e no ano, há valorização de 1,71% e 7,87%, respectivamente. ;O compasso de espera vai continuar provocando volatilidade;, assinalou Cardoso. (SK)

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