Sinal verde do Citi

Sinal verde do Citi

postado em 26/11/2014 00:00

De olho nas pechinchas, o Citibank recomendou aos seus clientes a compra dos papéis da Petrobras. O banco norte-americano mudou a sua orientação de ;neutro; (manter) para ;comprar;, justificando com a forte retração nos preços dos papéis da estatal. O analista do banco Pedro Medeiros lembrou que o papel caiu 54% nos últimos três meses, acumulando uma perda de 23% no ano. Com isso, o lucro por ação da estatal deve subir 23%.

Para a instituição, com o preço baixo, a Petrobras poderia servir de proteção no caso de uma queda ainda mais acentuada nos preços do barril de petróleo e, ao mesmo tempo, ampliaria os ganhos em caso de uma retomada das cotações. Segundo o relatório da corretora do banco, o tombo mundial nas cotações do petróleo acabou melhorando os indicadores gerais da Petrobras em relação a outras petroleiras mundo afora.

Apesar disso, o Citi rebaixou, ao mesmo tempo, o preço-alvo do recibo de ações negociados na Bolsa de Nova York (ADR, na sigla em inglês), de US$ 17 (R$ 42,84) para US$ 13 (R$ 32,76). Cada ADR corresponde a duas ações da petroleira. Em relatório enviado na segunda-feira à sua clientela, o Citibank também classificou a ação da Petrobras como ;de alto risco;, uma vez que há expectativa de forte oscilação dos papéis no curto prazo, refletindo investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. O maior risco disso envolve desvios de recursos da empresa, que poderiam afetar a capacidade de captar recursos ou negócios no mercado norte-americano.


Petróleo despenca
O preço do petróleo negociado em Nova York caiu ontem ao seu nível mais baixo em quatro anos, fechando a US$ 74,09. É o valor mais baixo desde 17 de setembro de 2010. Em Londres, o barril fechou a US$ 78,33, também em queda. Venezuela, Arábia Saudita, Rússia e México estão preocupados com os baixos preços do petróleo. O governo venezuelano defende abertamente que o preço do barril volte para US$ 100, tema que será debatido na próxima quinta-feira em encontro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), justamente com a possibilidade de cortes na produção.

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