Após um mês, muitas reclamações

Após um mês, muitas reclamações

MATHEUS TEIXEIRA
postado em 26/11/2014 00:00

Nesta semana, a equipe de transição do governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) completa um mês de trabalho. O ritmo de recebimento de informações requeridas junto ao atual governo é classificado, por todos, como ;lento;: dos 55 ofícios com pedidos de detalhamento da estrutura e do orçamento de cada órgão, 25 foram respondidos ; menos da metade. O ideal, segundo integrantes da equipe, seria ter todas as respostas até sexta-feira.


Isso porque, na próxima semana, inicia-se a segunda fase de atividades da transição. Após levantar dados e fazer um diagnósitico da situação atual, as energias serão voltadas para o planejamento do primeiro ano de gestão, com o desafio de encontrar formas de priorizar as promessas de campanha mesmo com o orçamento previsto tendo sido elaborado por Agnelo Queiroz (PT).


Fora a dicussão sobre o rombo das contas públicas, o pagamento do salário dos professores, mais a antecipação de férias e o abono, em 5 de janeiro, foi o principal ponto de discordância entre socialistas e petistas no período pós-eleitoral. A preocupação de onde virão os recursos para o vencimento dos docentes faz parte das atividades do primeiro mês de trabalho, quando estão sendo identificadas maneiras para garantir a continuidade da prestação de serviços essenciais (leia Planejamento).


O temor da equipe de transição é em relação, especialmente, a contratos prestes a expirar, como o responsável por fornecer alimentos em hospitais. Outra preocupação é com a manutenção do Metrô-DF ; logo no começo do próximo ano, a empresa responsável por tal serviço não terá mais mais vínculo com o GDF. O objetivo é evitar, logo na chegada, a necessidade de assinar contratos emergenciais.

Extraoficiais
A transição foi dividida em oito grupos temáticos. Deles, quatro tratam de áreas específicas: saúde, educação, mobilidade urbana e segurança. Os demais são mais amplos e foram separados em subgrupos ; por serem mais complexos, estão com os trabalhos mais atrasados. Os coordenadores dos oito devem, até o fim da semana, elaborar um formulário, a ser entregue para Rollemberg, com informações do que foi feito no último mês. Os relatórios devem ter, no máximo, 25 páginas, para que o futuro chefe do Executivo local consiga ler todos.


Devido à demora em receber algumas respostas, a equipe do governo eleito tem buscado detalhes com fontes extraoficiais. ;Nós temos conseguido mais informações por fora, por pessoas que conhecemos lá de dentro, do que através do atual governo;, queixa-se um dos integrantes. Inclusive, eles estudam se não é hora de mudar a postura em relação à gestão petista, como forma fazer pressão por respostas mais ágeis. ;Se antes, quando o Agnelo disse que nos trataria de forma cordial, os documentos estavam demorando, imagina agora, após resposta ao Hélio Doyle (coordenador-geral da transição) afirmando que manteria apenas uma relação protocolar conosco;, continua a fonte.


Hélio garante que não tem nada a reclamar sobre ao atual governo, mas diz que os documentos estão chegando ;aos poucos;. Ele conta que a maioria dos secretários tem recebido os integrantes da transição e auxiliando nos trabalhos. Um problema, segundo ele, são as disputas políticas internas. ;Muitos não entendem que o governo ainda não começou e se queixam que não foram convidados para uma ou outra reunião. Não entendem que é uma fase de trabalhos burocráticos, de levantamente de números e dados, não de composição política;, diz.

Planejamento

Primeiro mês de trabalho
Fase de recebimento de informações da atual gestão com informações sobre a estrutura e o orçamento de cada órgão. O intuito é fazer um diagnóstico da atual situação e identificar contratos em fase de encerramento, a fim de evitar a suspenção da prestação de serviços essenciais ou a assinatura de contratos emergenciais.

Segundo mês
Será feito um planejamento do primeiro ano de governo, com foco nos quatro primeiros meses. O desafio é encontrar maneiras de implantar as promessas de campanha, mesmo com o orçamento previsto tendo sido elaborado por Agnelo Queiroz (PT).

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