Ex-diretores em silêncio

Ex-diretores em silêncio

Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró passam hoje por acareação na CPI. Um ficará calado e outro nega envolvimento nas denúncias

NAIRA TRINDADE
postado em 02/12/2014 00:00
 (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press - 22/5/14)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press - 22/5/14)

Integrantes do Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras preparam os questionários para apertar os ex-diretores da estatal na acareação de hoje no Senado. Na avaliação do deputado federal responsável pela convocação de Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, Ênio Bacci (PDT-RS), o silêncio de Costa não deve comprometer o rumo das investigações. ;Ele não vai falar, mas vai ouvir;, criticou Bacci. ;É um direito constitucional, mas ele só usa porque tem culpa. Ele tem medo de enfrentar os poderosos. É neste momento que tenho saudades do Roberto Jefferson, que teve coragem de enfrentar Dirceu;, comparou Bacci, referindo-se ao mensalão revelado pelo delator com detalhes.

Os ex-diretores têm obrigação de comparecer à acareação hoje. Eles já estiveram na comissão em momentos diferentes. Costa se recusou a responder qualquer pergunta e Cerveró negou ter havido desvio de dinheiro na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Ele também afirmou, em setembro, desconhecer negociações de acertos financeiros de Costa na Petrobras. ;Ele vai repetir o que fez no último depoimento, vai ficar calado. Não é o momento dele falar e tenho que preservá-lo;, afirmou o advogado de Costa na Operação Lava-Jato, João Mestiere.

Em Curitiba, o doleiro Alberto Youssef, que estava internado desde sábado no Hospital Santa Cruz devido a fortes dores abdominais, febre e queda de pressão, recebeu alta. Cardiopata crônico, Youssef foi internado pela quarta vez por decorrências da doença. Ele recebeu medicamentos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passou por exames e realizou uma tomografia. O resultado dos exames dele não foi revelado. O advogado do doleiro, Antônio Figueiredo Basto, afirmou ter ;tomado medidas para que Youssef receba o tratamento adequado;.

;É neste momento que tenho saudades do Roberto Jefferson, que teve coragem de enfrentar Dirceu;
Ênio Bacci, deputado (PDT-RS)

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