Brasília-DF

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por Denise Rothenburg deniserothenburg.df@dabr.com.br
postado em 04/12/2014 00:00

A peso de ouro
Enquanto o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, quebra a cabeça em busca de um ajuste fiscal, o governo Dilma Rousseff, ainda na versão antiga, navega no sentido oposto. Haja vista a medida provisória publicada ontem no Diário Oficial da União que capitaliza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) com R$ 30 bilhões oriundos do Tesouro Nacional. Havia uma promessa aos congressistas de que essa capitalização não seria feita assim, de forma a esperar a votação das mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias. O governo, entretanto, mudou de ideia e não avisou ninguém. Está aí a próxima caixa-preta que os congressistas desejam abrir. Antes mesmo de novas CPIs.

Diferenças
Em reunião na última terça-feira, o PSDB decidiu marcar alguns pontos entre as medidas que o governo pretende adotar e aquelas que o partido adotaria, caso Aécio Neves fosse o vencedor. ;Até agora, os ajustes que o governo coloca são apenas na parte da Receita, ou seja, a volta da Cide (o imposto sobre combustíveis) e a da CPMF, o imposto do cheque. Não mencionou nada em relação aos gastos;, afirma o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

Vai abalar
Os políticos estão em polvorosa diante da delação premiada de Pedro Barusco, o gerentão da Petrobras fisgado no petrolão, que prometeu devolver US$ 97 milhões. Há quem diga que foi mais explosiva do que a do ex-diretor Paulo Roberto Costa.

Depois da tempestade
Paulo Roberto Costa fez estremecer vários partidos no Congresso, em especial, o PP, mas há quem diga que, na maioria dos casos, ele usou palavras como ;suponho; e o famoso ;eu acredito;. Se não tiver apresentado provas cabais, vai ter gente escapando pela tangente.

Questão de classe...
Os políticos dividiram os ministérios em três categorias: A, B e C. Os classe A são Minas e Energia, Cidades, Saúde
e Educação. Os dois últimos já estão com o PT. O PMDB quer, então, ficar com os outros dois. Falta combinar com a chefe, Dilma Rousseff.

...E de prestígio
Um grupo de deputados foi ontem ao vice-presidente Michel Temer pedir que uma das vagas de ministro seja dada a um deputado eleito do partido. Saíram sem qualquer promessa. É que, por fora, Eliseu Padilha, que representou o PMDB no comitê eleitoral da presidente e foi ministro de Fernando Henrique Cardoso, tem sido feliz nas suas conversas com a bancada. Os gaúchos e os baianos estão fechados com ele.


CURTIDAS

Inocente, sabe de nada/ O ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini (foto), tem dito a amigos que a crise política deve terminar em março. A essa expectativa, outros apenas olham com ar de descrença e respondem: ;É quando ele acredita que vai chegar o coelhinho da Páscoa e a fada dos dentes;.

Quem diria.../ A performance de deputados e senadores ontem no Congresso deixou muitos observadores boquiabertos: ;Nem acredito que vivi para ver a Maria do Rosário (PT-RS) reclamar de manifestantes e Ronaldo Caiado (DEM-GO), da truculência da polícia;. Realmente, são tempos muito estranhos.

Música política/ Eduardo Cunha tem seduzido os parlamentares quando expõe em seus discursos que o PT não tem mais condições de impor um ;massacre; a todos os partidos nas votações do ano que vem. Por um simples motivo: seu tamanho agora é quase igual ao do PMDB.

Lula, 24 horas/ Engana-se quem pensa que o ex-presidente está distante, vendo Dilma Rousseff passar aperto nas votações no Congresso. Ele tem conversado com deputados e senadores dos mais diversos partidos. Tanto por telefone quanto pessoalmente.

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