ARI CUNHA

ARI CUNHA

Desde 1960 Visto, lido e ouvido aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha / circecunha.df@dabr.com.br

postado em 04/12/2014 00:00


De caso em caso

Episódios de mau uso do dinheiro público andam na Justiça, mas precisam finalizar com a devolução integral aos cofres do governo. A punição não deve ser focada na figura pública sendo massacrada com holofotes e microfones. Mais medo desperta ter que devolver o que foi surrupiado do bem público. Ações de improbidade protocoladas com ações cautelares de indisponibilidade dos bens é um bom começo. Difícil é o mês em que a Polícia Federal descanse sem que apareça mais uma operação cheia de surpresas. Pagamento de propinas, filmagens secretas, gravações e até buscas e participação internacional em investigações. Pessoas que receberam a confiança do povo para representá-lo, empresários respeitados, até mulheres da sociedade se viram surpreendidas e expostas à opinião pública. Quantos casos mais as instituições respeitadas no Brasil vão esperar acontecer para se posicionarem? A oposição que se comprometeu em ser ferrenha brada com uma voz inaudível. Movimentos populares são presos em computadores porque as táticas de guerrilha se infiltram no meio do povo insatisfeito fazendo parecer baderna. Fatos fartamente documentados ainda tropeçam em firulas nos meandros das cortes de justiça. É sabido que justiça tardia não é justiça. O fato adquire feições mais impressionantes quando se observa a impunidade. Além de não devolver o dinheiro, gozam da mesma liberdade dos justos. Enfraquecido, farto, desapontado, o povo brasileiro adormece entorpecido. Enquanto preenche o Imposto de Renda, vê o suor diário servir a toda espécie de crime institucionalizado. Políticos de outros tempos saíam ostentando a posição com orgulho. Hoje, os carros blindados com vidros escuros são as primeiras providências de proteção. A morosidade da Justiça, aliada ao poder econômico dos réus, que são defendidos por bancas renomadas, explica parte da demora no desfecho dos processos. A outra parte que explica a não punição dos acusados pode ser encontrada no nevoeiro do tempo, que tem o dom de trazer o esquecimento, embaçando a memória, cobrindo todos com o manto do perdão.


A frase que não foi pronunciada

;O jeito foi fazer moeda falsa, doutor! É gente demais se dando bem com a moeda verdadeira!”

Conversa imaginária no julgamento de um falsário.



Senado

; Hoje é dia de oficina de escultura no Instituto Legislativo Brasileiro, nas instalações do Senado Federal. O artista que enxerga com a alma, Flávio Luís, será o instrutor nos dois horários: às 10h da manhã e às 14h. Os interessados devem enviar e-mail para acessibilidade@senado.leg.br.

Paulo Roberto Costa

; Como o governo trata a Constituição Federal como uma piada, resta saber: qual o próximo passo? O que um habitante pode fazer por um país em que qualquer instituição pública é eivada de corrupção?

Oportunismo

; Paulo Cardoso Oliveira pergunta qual o nome mais apropriado para a ação do governo na manobra para não cumprir a meta prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014 ; R$ 116,07 bilhões para pagar juros da dívida pública seriam economizados.
Sem julgar

; Voltaram a criticar o suplente de Rodrigo Rollemberg. Para quem não assistiu ao debate antes das eleições, o governador eleito exclamou ao outro candidato: ;Mas foi indicação do PT!”.

Morar mais

; Uma frentista num posto de gasolina da Asa Sul estava possessa com o desrespeito de um motorista que guiava um carro de luxo. ;São arrogantes e mal-educados. Mas se você for ver, esse povo mora de aluguel. Parece rico, mas não tem casa para morar. Eu tenho;, disse, vitoriosa.

Presente

; Programe-se para um evento especial na quarta-feira que vem, dia 10, às 18h30, na Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, do Senado Federal. Lançamento do livro As batalhas na guerra da transição brasileira, do jornalista Frota Neto, e abertura da exposição José Sarney, o homem, o político, o escritor. Confirmações no e-mail eventos@senado.leg.br.



História de Brasília

Ao funcionário que está impedindo a concretização desses empréstimos, queremos lembrar que é palavra do próprio coronel Jofre que a exceção feita aos militares provém do fato de eles servirem em todo o país. (Publicado em 2/8/1961)



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