Brasília-DF

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por Denise Rothenburg » deniserothenburg.df@dabr.com.br - Paulo de Tarso Lyra (interino) - » paulodetarso.df@dabr.com.br
postado em 13/12/2014 00:00

Plataformas à deriva

Aliados do governo temem que, após as denúncias feitas pela geóloga Venina Velosa da Fonseca de corrupção na Petrobras, outros servidores da estatal se animem a abrir a boca para apontar irregularidades cometidas pela atual diretoria, presidida por Maria das Graças Foster e pela anterior, comandada por José Sérgio Gabrielli.

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Segundo aliados, os funcionários da Petrobras não aguentam mais ver a empresa nas páginas policiais, diuturnamente. No rol dos possível delatores há dois grupos de pessoas: aquelas que, por princípios éticos, não aguentam mais ver a estatal na lama; e aquelas que teriam algum tipo de envolvimento nas irregularidades e, por receio, poderiam antecipar as denúncias em busca de acordos judiciais.

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Esse temor já foi levado ao conhecimento tanto da presidente da estatal quanto ao Palácio do Planalto. A impressão colhida nos dois casos foi a mesma: seja por arrogância ou falta de informação, o governo passa a impressão de não ter a exata noção do tamanho da crise na Petrobras.

Mais pressão;
A ação coletiva de investidores americanos contra a Petrobras em Nova York pode não ficar circunscrita à estatal. Especialistas em direito internacional temem que os fundos de pensão dos Estados Unidos resolvam processar também a presidente da estatal, Graça Foster, e até mesmo, a presidente Dilma Rousseff.

; Sobre o Planalto
Investidores já sinalizaram que, como presidente do Conselho de Administração à época, Dilma teria obrigação de saber o que acontecia na Petrobras. E, caso contrário, deveria ser responsabilizada por prevaricação no exercício da função de gestora.

Climão tenso

O escândalo da Petrobras e os desdobramentos da Operação Lava-Jato desanimaram a bancada petista no Congresso. Em vez da tradicional festa de fim de ano com a participação de parlamentares e servidores dos gabinetes, os petistas optaram por um mero almoço de confraternização na quarta-feira.

No ataque
Escolhido para defender os interesses da CBF, o ex-sonhático Walter Feldmann percorreu os corredores do Congresso na terça e na quarta-feira pedindo apoio ao projeto que anistia a dívida dos clubes, que estariam em situação falimentar. Dois dias depois, o Corinthians ofereceu um salário mensal de R$ 700 mil para Tite.

Por enquanto, deu errado
A JBS Friboi tentou emplacar, em duas medidas provisórias em tramitação no Congresso, a proposta de federalizar a inspeção dos produtos de origem animal, o que prejudicaria os pequenos e médios frigoríficos. A primeira MP caducou e, na segunda (656), a emenda acabou sendo descartada.

Sem dever de casa /
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ameaça colocar água no recesso dos parlamentares. Ela deveria ter sido votada até 17 de julho para que os congressistas entrassem em recesso. Mas, após manobra, deputados e senadores saíram de recesso branco (sem sessão, mas com a Casa em funcionamento) sem que a matéria fosse apreciada.

E sem férias / Com segundo semestre de poucas reuniões, por causa das eleições, a LDO ficou para a última hora. O presidente do Senado, Renan Calheiros (foto), do PMDB-AL, convocou uma sessão do Congresso para a próxima terça-feira, mas já trabalha com a possibilidade de uma autoconvocação para votar a proposta entre 23 de dezembro e 31 de janeiro.

Sob pressão / O juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava-Jato, tem até quinta-feira da semana que vem para decidir se aceita ou não as outras denúncias apresentadas pelo Ministério Público. Isso porque o judiciário entrará em recesso até 6 de janeiro e Moro entrará em merecidas férias.

Colaborou Naira Trindade

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