O erro do Greenpeace

O erro do Greenpeace

postado em 13/12/2014 00:00

Normalmente, durante as conferências do clima das Nações Unidas, as organizações ambientalistas assumem a posição de críticas, e os governos, a de criticados. No encontro de Lima, contudo, esses papéis foram invertidos, após uma ação desastrosa da ONG Greenpeace. Na madrugada de segunda-feira, pelo menos 12 ativistas da entidade entraram sem autorização no sítio que abriga as lendárias Linhas de Nazca, consideradas Patrimônio Cultural da Humanidade, e, junto a uma das mais conhecidas formações do sítio, a do gigantesco colibri, escreveram com plástico amarelo a mensagem ;Tempo de mudança: o futuro é renovável;.

O protesto causou indignação dno governo peruano. Na quarta-feira, o presidente Ollanta Humala exigiu que a ONG se desculpasse formalmente pelo ato e avisou que haveria ações judiciais contra os ativistas por terem invadido e danificado (com suas pegadas) uma área protegida. O mandatário afirmou também que impediria os ambientalistas de deixarem o país para garantir que eles respondessem por seus atos na Justiça.

Ontem, o Greenpeace se comprometeu a ajudar as autoridades peruanas nas investigações sobre os danos provocados na área histórica, conforme afirmou Kumi Naiddo, diretor da organização. O sul-africano Naiddo também disse, segundo a agência France-Presse, que pediria as desculpas exigidas por Humala em uma reunião com a ministra da Cultura peruana, Diana Álvarez Calderón, da qual o presidente talvez participasse.

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