Sem consenso para a Secretaria de Educação

Sem consenso para a Secretaria de Educação

ARTHUR PAGANINI
postado em 13/12/2014 00:00
 (foto: Facebook/Reprodução- 30/6/14)
(foto: Facebook/Reprodução- 30/6/14)

Na próxima segunda-feira, o governador eleito, Rodrigo Rollemberg, deve anunciar toda a equipe do primeiro escalão, mas o

nome encaminhado pelo pedetista, de José Carlos Vasconcellos, não é consenso entre a equipe de transição e nem mesmo dentro do partido. O presidente da legenda, Georges Michel, evitou comentar a sugestão do senador Cristovam Buarque, mas afirmou que não tem participado das negociações. Já Cristovam destaca estar disposto a apoiar qualquer decisão tomada por Rollemberg. Vasconcellos é o primeiro suplente do senador eleito José Antonio Reguffe (PDT).


Nos bastidores, interlocutores de Rollemberg estranharam a preferência de Cristovam por Vasconcellos, empresário do ramo da tecnologia. O governador eleito, no entanto, preferiu não comentar o assunto. ;O Rodrigo tem o direito de escolher quem ele quiser. Eu apenas sugeri um nome do meu partido. Quem quer que seja escolhido terá meu apoio, pois o mais importante não é o nome, mas qual a política de educação que o próximo governo vai implantar no Distrito Federal;, afirmou o senador. Ele está no Japão e diz que, até agora, não foi consultado sobre a escolha do próximo chefe da pasta de Educação.

À disposição
Alheio às especulações, Vasconcellos se disse ;lisonjeado e agradecido; com a indicação de Cristovam, a quem classifica como ;a maior referência em educação no país;. ;Creio ter condições técnicas e políticas para o cargo, mas respeito a decisão que o governador tomar e me coloco à disposição para tentar mudar o modelo em educação no DF;, destacou o suplente. Segundo ele, o maior desafio na área é modernizar as escolas. ;Não sou educador, sou gestor, e acho que posso contribuir para construir um novo modelo de educação, pois o atual está ultrapassado;, afirmou.


Apesar de contar com o apoio do principal pedetista do DF, Vasconcellos tem contra si uma condenação do Tribunal de Contas do DF (TCDF) para recolher R$ 1,4 milhão aos cofres públicos, ao lado do ex-diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF) Kazuyoshi Ofugi e de Sílvio Roberto Sakata, executor do contrato entre a FAP e a empresa Gestão e Inteligência em Informática, de propriedade de Vasconcellos. De acordo com a inspeção realizada pelos técnicos do TCDF, o contrato assinado em 2010 para implantar a rede de internet pública sem fio gerou graves prejuízos à administração pública.


Ao todo, cinco irregularidades foram apontadas, inclusive o pagamento de serviços em valores superiores aos praticados no mercado. ;No mês passado, a FAP concluiu que o contrato não gerou desperdício de recursos, por isso, recorri ao TCDF mais uma vez contra a decisão. É interessante notar que as mesmas ferramentas que utilizamos para estudar o comportamento das redes sem fio na Ceilândia, ao custo de R$ 1 milhão, foram adquiridas pelo GDF por R$ 7 milhões para atender o período da Copa do Mundo ;, comentou Vasconcellos.

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