Declaração de guerra

Declaração de guerra

CBV desiste de sediar final da Liga Mundial após anúncio de punições ao técnico Bernardinho e a três jogadores da Seleção. Entidade credita penalidades a retaliações da FIVB por investigações de contratos

postado em 13/12/2014 00:00
 (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 6/7/13
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(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press - 6/7/13 )

A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) anunciou ontem punições a três atletas da Seleção Brasileira e ao técnico Bernardinho ; todas referentes a supostas infrações disciplinares durante a disputa do Mundial masculino, na Polônia, em setembro. Indignada com a atitude da entidade, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) afirmou, em comunicado oficial, que não sediará a final da Liga Mundial em junho de 2015.

Bernardinho foi punido pela FIVB com 10 jogos de suspensão e multa de US$ 2 mil. O líbero Mário Junior recebeu seis partidas de gancho, enquanto Murilo Endres está suspenso por um jogo e o capitão da Seleção Brasileira, Bruninho, acabou multado em US$ 1 mil. ;A CBV repudia a atitude da FIVB e comunica que não realizará em solo brasileiro a fase final da Liga Mundial;, disse o comunicado.

No texto, a entidade nacional ressaltou que o presidente da FIVB, Ary Graça, agiu em ;clara demonstração de retaliação ao posicionamento da CBV frente aos indícios de irregularidades apresentados pela CGU;. E relembra que o voleibol passa por um momento complicado.

Em relatório, a Controladoria-Geral da União apontou irregularidades em 13 contratos da CBV, que somam R$ 30 milhões. Os pagamentos foram feitos com dinheiro do patrocínio do Banco do Brasil. Diante da descoberta, o banco suspendeu o apoio financeiro à entidade e condiciona a volta do montante ao cumprimento das recomendações feitas pela CGU.

Os contratos irregulares foram fechados entre 2010 e 2013. O período é referente à época em que Ary Graça presidia a instituição. A gestão dele será investigada.

;Entendemos que o torcedor brasileiro ficará frustrado por não ter a oportunidade de ver aqui as melhores equipes do voleibol mundial, mas a CBV não compactua com as práticas desenvolvidas pela FIVB e toma essa atitude para resgatar o respeito que o Brasil tem e merece no cenário esportivo internacional;, finalizou a nota.

R$ 30 milhões
Valor que foi pago indevidamente em contratos da CBV

"A CBV repudia a atitude da FIVB um dia depois de o seu presidente, Ary Graça, virar alvo novamente das manchetes dos principais veículos de comunicação do Brasil, numa clara demonstração de retaliação ao posicionamento da CBV frente aos indícios de irregularidades apresentados pela CGU;
Trecho do comunicado da CBV

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