Aeronave removida

Aeronave removida

postado em 12/01/2015 00:00

Técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) fizeram ontem a remoção do motor e da carcaça do Embraer 710 pilotado por João Henrique Baeta. A operação exigiu o uso de um guindaste, pois a aeronave invadiu a sala da residência de um casal de idosos e destruiu parte do imóvel. As equipes contaram com a ajuda do Corpo de Bombeiros. Para minimizar o risco de explosão, os profissionais usaram água.

O trabalho começou por volta das 8h e durou cerca de três horas, após várias tentativas de pinçar os destroços. Num primeiro momento, devido à dificuldade de remoção, houve um impasse sobre se a asa do monomotor deveria ou não ser cortada. O procedimento facilitaria a retirada, mas poderia atrapalhar futuras investigações sobre a queda.

No fim da manhã, os especialistas optaram por remover uma pequena parte da asa esquerda para que a aeronave fosse preservada o máximo possível. Às 11h, a carcaça foi retirada e levada para o Aeroclube de Brasília, em Luziânia, de onde decolou o avião antes do acidente.

Análises
Amostras biológicas de João Henrique Baeta foram recolhidas pela Polícia Civil e encaminhadas para Goiânia (GO). Na capital, serão feitos exames laboratoriais, como o de alcoolemia, para detectar eventual presença de álcool. Outro teste deve ser o toxicológico para apurar possível consumo de medicamentos e outras drogas. Além disso, será feito um exame anatopatológico a fim de averiguar a possibilidade de infarto antes da queda, por exemplo.

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