Tombini: BC conta com ajuste

Tombini: BC conta com ajuste

postado em 24/01/2015 00:00
 (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press - 27/11/14)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press - 27/11/14)


Davos ; O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse ontem que o esforço da instituição para levar a inflação de volta à meta oficial, de 4,5%, até o fim de 2016 vai ser facilitado pelo ajuste das contas públicas conduzido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. ;As políticas fiscal e monetária são desenvolvidas de forma independente, mas se complementam;, disse ele, que participa, em Davos, na Suíça, do Fórum Econômico Mundial.

Tombini não fez menção direta à taxa básica de juros, que foi elevada nesta semana para 12,50% pelo BC, o nível mais elevado desde 2011, mas deu a entender que o aperto da política monetária pode ser suavizado se o ajuste fiscal for implementado de forma consistente. Ele destacou, por exemplo, que as previsões de mercado para a Selic nos próximos anos já estão mostrando recuo.

O presidente do BC admitiu que algumas medidas adotadas recentemente pelo Ministério da Fazenda, como o fim dos subsídios do Tesouro às tarifas de energia, podem, a curto prazo, resultar em alguns pontos a mais na inflação. Num horizonte mais amplo, contudo, o ajuste ajuda a tarefa do BC de alcançar maior estabilidade de preços.

Sintonia
As declarações mostram que existe hoje uma sintonia maior entre o BC e o Ministério da Fazenda. Nos últimos anos, a estratégia expansionista de gastos adotada pelo ministério, com impacto inflacionário, tirou eficácia da política de juros do BC. Tombini e Joaquim Levy estão em Davos justamente procurando convencer os empresários e investidores que participam do Fórum de que a nova política econômica adotada pelo governo será capaz de colocar o país nos trilhos.




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