360 Graus

360 Graus

por Jane Godoy com Sophia Wainer janegodoy.df@dabr.com.br
postado em 24/01/2015 00:00









Olha ela lá!


Desde 2007, esta coluna vem observando e sugerindo que prestem mais atenção à Ponte das Garças, que liga as quadras 610/611 ao Centro Comercial Gilberto Salomão e ao Lago Sul de modo geral. Com a proximidade, na época das comemorações do cinquentenário de Brasília, pensamos que tudo deveria estar bem preparado e arrumado para a festa, como acontece em todo lugar: arruma-se a casa, consertasse o que está estragado, enfeita-se e capricha-se no visual de tudo o que diz respeito ao foco da comemoração, no caso, a abandonada e desprezada Ponte das Garças.

Fizemos até uma ;chantagenzinha; ao escrever cartas como se fosse ela, reclamando da beleza e do prestígio ;das irmãs;, a Ponte Costa e Silva e a caçula, Ponte JK.

Em vão! Primeiro, não tivemos comemoração coisa nenhuma (não como esperávamos) e sim escândalos e fatos que marcaram para sempre a história de Brasília, deixando a população cabisbaixa e envergonhada com tantos fatos pouco recomendáveis. Segundo porque, diante de transições e do novo governo, que já recebeu a cidade com a grande responsabilidade de ser uma das sedes da Copa do Mundo e aprontar, o quanto antes, a Arena do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, a coitada da ponte ficou em quinto plano, reduzida à insignificância e ao ostracismo.

Mas não pensem que nos esquecemos daquela que nos serve, diariamente; que suporta toneladas e toneladas de veículos de passeio, ônibus e caminhões; que encurta os caminhos; que nos leva mais rápido para casa; que une também e de forma pioneira os dois lados da cidade, que nos serve, que;

Voltamos à carga, numa força-tarefa pró-Ponte das Garças. Não vamos desistir de reinvindicar melhorias para ela, mesmo sabendo que não podemos demoli-la ou substituí-la por outra. Sabemos, isso sim, que muita coisa poderá ser feita por ela, deixando-a mais decentemente vestida, mais moderna, mais segura. Ao lado ;das irmãs; vai fazer bonito, não destoará e vai compor de forma econômica e eficaz aquela paisagem tão exuberante que a natureza emvolta oferece aos brasilienses.

Sonhar não faz mal a ninguém, não acham?

Coluna publicada originalmente em 17/11/2013

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