Restrição fiscal atinge Minha Casa, Minha Vida

Restrição fiscal atinge Minha Casa, Minha Vida

Ministro do Planejamento diz que a Fase 3 do programa terá que se adequar às disponibilidades orçamentárias. Empresas reclamam que atrasos voltaram a crescer

» ROSANA HESSEL
postado em 17/03/2015 00:00
 (foto: Carlos Moura/CB/D.A Press - 27/11/14)
(foto: Carlos Moura/CB/D.A Press - 27/11/14)


O governo negocia com as construtoras a formatação do Programa Minha Casa Minha Vida 3, uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff, mas ainda não conseguiu regularizar o pagamento para as empresas de obras já contratadas do MCMV 2. De acordo com fontes do setor, os atrasos voltaram a aumentar e chegam a 30 dias. Em dezembro passado, a demora chegou a 45 dias, mas havia caído para 10 dias em fevereiro.
Ontem, durante reunião no gabinete do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e a presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, empresários se queixaram dos atrasos. O governo disse que estava tentando normalizar a situação, mas explicou que o fato de o Orçamento de 2015 ainda não ter sido aprovado pelo Congresso dificulta os pagamentos. Além disso, Barbosa explicou que o programa será adaptado ao cenário de ajuste fiscal.

;Estamos retomando as discussões com o setor e atualizando as conversas para esse novo cenário econômico e financeiro que nós temos;, disse Barbosa. O MCMV 3 prevê a construção de mais 3 milhões de moradias. Kassab destacou que o programa é prioridade e que serão feitos ajustes na transição dos programas. ;Não se questiona a meta;, pontuou.
O ministro do Planejamento informou que foram criados grupos de trabalho para montar o cronograma para a transição, que será anunciado nas próximas semanas. ;Vamos discutir com o setor como construir o cronograma, adaptando as oportunidades com a disponibilidade orçamentária;, afirmou, acrescentando que a expectativa é lançar a Fase 3 ao longo de 2015.
Segundo o titular do Planejamento, os grupos também vão debater o reajuste dos valores das faixas de financiamento e a criação de uma intermediária entre a 1 e a 2, ou seja, entre as pessoas que ganham R$ 1,6 mil e as que recebem R$ 1,8 mil. Chamada de faixa 1 FGTS, ela terá subsídios intermediários. O valor que será destinado ao novo programa não está definido.

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