ONGs querem educação como saída

ONGs querem educação como saída

postado em 31/03/2015 00:00
 (foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Senado)
(foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Senado)

Entidades contrárias à redução da maioridade penal afirmam que ela será ineficaz na redução da violência, além de ir de encontro a recomendações internacionais. Organizações não governamentais defendem que o Estado invista mais em educação, em programas de formação profissional e no enfrentamento ao tráfico de drogas ; que leva muitos jovens ao crime. Levantamento feito pelo Ministério da Justiça em 2011 mostra que crimes patrimoniais como furto e roubo (43,7% do total) e envolvimento com o tráfico de drogas (26,6%) constituem a maioria dos delitos praticados pelos jovens que cumprem medidas socioeducativas.

Para o Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (Conanda), os parlamentares devem respeitar a avaliação de mais de 30 instituições especialistas em direitos das crianças e adolescentes. ;Nós não estamos aqui por um capricho, para defender uma posição contrária ao grupo A, B, ou C. Estamos aqui para defender a posição de quem conhece e milita nessa área;, reclamou Angélica Goulart, representante do conselho.

Mariza Monteiro Borges, presidente do Conselho Federal de Psicologia, afirmou que os jovens não estão completamente formados e, portanto, não têm como responder criminalmente. ;Atacar um indivíduo desconsiderando as causas dos problemas é uma resposta irracional;, disse. Bárbara Melo, presidente da União Brasileira de Estudantes Secundarias (Ubes), lembrou que ontem foi o Dia Internacional da Juventude e seria um ;retrocesso; a aprovação da PEC. ;A redução é um crime a uma geração;, afirmou.

De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a PEC pune ;aqueles que são os mais fragilizados na nossa sociedade;, que não oferece educação de qualidade. A Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Renas) também se posicionou e disse que procurará o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para impedir que a medida seja aprovada. (MF)

43,7%
Dos jovens cumprem que medidas socioeducativas cometeram furto ou roubo



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