Curtas

Curtas

postado em 31/03/2015 00:00
 (foto: Leon Neal/AFP)
(foto: Leon Neal/AFP)

; ELEIÇÕES BRITÂNICAS
CAMPANHA ACIRRADA



A dissolução do Parlamento britânico marcou o início da campanha para as eleições de 7 de maio, enquanto pesquisas mostram um empate entre trabalhistas e conservadores. O primeiro-ministro, o conservador David Cameron (foto), visitou a rainha Elizabeth II para dar por encerrada a atual legislatura. Na realidade, o procedimento não é mais necessário desde a aprovação de uma lei em 2010 que dissolve automaticamente o Parlamento, sem a necessidade da permissão da monarca, 25 dias úteis antes das eleições. Os líderes partidários na disputa são, além de Cameron, Ed Miliband, trabalhista; Nigel Farage, do Partido pela Independência do Reino Unido (UKIP); Nick Clegg, dos democrata-liberais; Alex Salmond, ex-líder do Partido Nacional Escocês (SNP); e Natalie Bennet, dos Verdes. O premiê, que teve um compromisso de campanha em uma escolha, em Chippenham (foto), afirmou que os eleitores devem escolher entre os conservadores ;ou o caos econômico de Ed Miliband;. Trabalhistas e conservadores aparecem há seis meses nas pesquisas com 34% dos votos, em média, e não conseguem abrir vantagem.


; MALVINAS/FALKLAND
KIRCHNER VAI À ONU

A Argentina denunciou perante as Nações Unidas e outros organismos internacionais o aumento, considerado desmedido, das despesas militares britânicas nas Ilhas Malvinas (ou Falklands, como a chamam os ingleses), cuja soberania é reivindicada por Buenos Aires. As notas oficiais argentinas assinalam que a preocupação da Casa Rosada é compartilhada por toda a região. A denúncia foi também enviada ao ao Grupo dos 77+China, ao Mercosul, à União de Nações Sul-americanas (Unasul) e à Comunidade da América Latina e do Caribe (CELAC). Segundo o governo de Cristina Kirchner, a provisão de armamento britânico nas ilhas ;gera uma tensão desnecessária e injustificada no Atlântico Sul, uma zona caracterizada por sua vocação pacifista e livre de armas nucleares;.


; BOLÍVIA
EVO: DERROTA NAS URNAS

Ao avaliar os resultados preliminares das eleições regionais, o presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou ontem que o ;voto de punição à corrupção; provocou a derrota de seu partido em La Paz e El Alto. Contestou, porém, que tenha perdido seus redutos eleitorais. ;Isso é falso;, declarou Morales, em uma coletiva de imprensa concedida no Palácio Quemado. O presidente admitiu que as denúncias de corrupção contra a candidata ao governo de La Paz do Movimento Al Socialismo (MAS), Felipa Hyanca, e o ex-prefeito de El Alto, Edgar Patana, podem ter afetado suas chances. ;São acusações muito fortes no tema da corrupção e se é assim houve um voto de punição à corrupção;, assinalou. Para ele, pesou ainda o machismo e a ;discriminação a uma mulher indígena;.


; IÊMEN
ATAQUE MATA MAIS DE 40

No quinto dia da operação militar árabe contra os rebeldes xiitas apoiados pelo Irã, ao menos 40 civis morreram e 65 ficaram feridos ontem em um ataque aéreo que atingiu um campo de deslocados no noroeste do Iêmen. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) declarou que o bombardeio ocorreu no acampamento de Al-Mazrak, na província de Hajja. Testemunhas relataram que as ambulâncias tiveram dificuldades para chegar ao local por culpa dos confrontos da coalizão. Segundo fontes da administração local, o campo atacado se encontra a menos de 10km de um quartel-militar. As instalações acolhem desde 2009 iemenitas deslocados pelo conflito entre os milicianos houthis (xiitas) e o governo central.


; NIGÉRIA
OPOSIÇÃO SAI NA FRENTE

Os nigerianos, que compareceram em peso às urnas no fim de semana, acompanham a apuração de votos de uma eleição presidencial, cujos primeiros resultados davam vantagem ao líder da oposição, Muhammadu Buhari. Ontem à noite, com três quartos dos estados contados, o adversário do presidente Goodluck Jonathan tinha uma vantagem de 2 milhões de votos, aumentando as chances de vitória do político que chegou ao poder há três décadas por meio de um militar golpe. O general de 72 anos liderava, segun do as agências de notícias, com mais de 12 milhões de votos. Os cinco anos de Jonathan à frente da Nigéria, a maior economia e o principal produtor de petróleo do continente africano, têm sido atormentados por escândalos de corrupção e uma insurgência sangrenta por militantes islâmicos do Boko Haram. Segundo especialistas, ainda há espaço para uma reviravolta, uma vez que os votos de algumas das grandes bases de apoio do presidente não haviam sido computados.


; SÍRIA
EM BUSCA DE DOAÇÕES

A Organização das Nações Unidas (ONU) espera arrecadar o valor recorde de US$ 8,4 bilhões durante uma conferência para ajudar a Síria e que reunirá, no Kuweit, 78 doadores. ;Um fracasso na arrecadação desses fundos levaria a uma catástrofe humanitária perigosa e aterradora;, advertiu Abdulá Al-Maatuq, enviado especial da ONU para Assuntos Humanitários. As Nações Unidas assinalaram que a situação na Síria tem se agravado profundamente. Com isso, o conflito, iniciado em 2011, fez com que um em cada dois sírios se tornasse desabrigado ou refugiado, no que já é considerada a pior crise humanitária em 20 anos. Será pedido aos chanceleres dos 78 países presentes à conferência que façam um esforço sem precedentes. ;Terei vergonha de possível fracasso;, diz Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU. Estima-se que quase 10 milhões de pessoas não tenham acesso à comida em quantidades suficientes e que mais de 11 milhões estejam sem água potável.


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