Decisões radicais

Decisões radicais

postado em 03/04/2015 00:00


Situações críticas podem exigir medidas à altura. Diante do cenário de economia recessiva, cortes de gastos com supérfluos não devem ser suficientes para saldar as dívidas. Por isso, o consultor financeiro Rogério Olegário recomenda que os consumidores cogitem a venda de carro, casa ou terreno, caso disponham de algum bem. ;As pessoas podem se desfazer de algum patrimônio para o pagamento de débitos. É uma situação comum que pode salvar a renda familiar;, avaliou.

Outra alternativa é a troca das atuais dívidas por outras mais baratas. ;É importante pesquisar linhas de crédito que ofereçam juros menores e prazos de pagamento superiores. Contudo, essa substituição só deve ser realizada se couber no orçamento;, acrescentou Olegário. Segundo dados da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa de juros média do cartão de crédito chegou a 276,04% ao ano em fevereiro, a maior desde julho de 1999. Já a taxa média de juros do empréstimo pessoal cravou 58,27%.

Foram necessários seis meses para maturar a ideia da venda de um lote por R$ 120 mil, mas o Marco Antônio Dias, 69 anos, e a mulher, Moema Roriz Coelho, 60, ambos aposentados, garantem ter acertado na decisão. Com o dinheiro, eles liquidaram um total de R$ 70 mil em despesas com dois carros e um crédito consignado.

;Não sabemos como a economia se comportará nos próximos meses. Optamos por não correr o risco e nos livrar daqueles gastos;, explicou Dias. ;Os R$ 50 mil restantes vamos investir em nós mesmos;, disse Moema. ;Temos uma casa em Cabo Frio (RJ) e pensamos em nos mudar de vez para lá. No momento, a intenção é organizar a mudança, poupar, e usar o dinheiro quando necessário, na nova cidade;, afirmou. (RC)

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