Anac cobra qualidade

Anac cobra qualidade

postado em 03/04/2015 00:00





Os aeroportos públicos com movimentação superior a 5 milhões de pessoas por dia vão ter de seguir as mesmas regras de qualidade cobradas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) dos aeroportos concedidos à iniciativa privada, como forma de tornar mais uniforme a qualidade dos serviços. Terão de se enquadrar às exigências os terminais de Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ), Salvador (BA), Porto Alegre(RS), Curitiba (PR), Recife (PE) e Fortaleza (CE), todos controlados pela Infraero.

Segundo a Anac, são considerados indicadores de qualidade, por exemplo, a disponibilidade de pontos de embarque e o atendimento a passageiros com deficiências. Tudo terá que ser informado periodicamente à agência. Caso não sigam à risca as determinações, os terminais enfrentarão restrições para o reajuste anual das tarifas cobradas dos passageiros. O desconto no aumento poderá chegar até 2,5%.

Já os aeroportos que seguirem as regras da Anac poderão ter um bônus no valor das tarifas de 1%. ;A ideia é que os aeroportos não concedidos (à iniciativa privada) busquem, constantemente, a melhoria de qualidade;, disse o presidente da agência, Marcelo Guaranys. A expectativa é de que as exigências passem a valer ainda neste ano e os impactos no reajuste das tarifas aeroportuárias ocorram a partir de 2018.

No entender dos especialistas, será preciso um esforço grande da Anac para que os aeroportos pertencentes à Infraero cumpram as regras de qualidade. Além de a agência ser falha na fiscalização, a estatal está sem caixa para tocar obras importantes que melhore as condições dos terminais para os passageiros.

S pode rebaixar a Oi
A agência de classificação de risco Standard & Poor;s (S) revisou a perspectiva da nota de crédito da Oi de estável para negativa. Manteve, porém, a condição de grau de investimento da companhia, com nota BB+ para o crédito corporativo em escala global e brAA+ em escala nacional Brasil. Segundo a S, a Oi tem apresentado receitas inferiores às expectativas e aumento do endividamento. Por isso, as chances de rebaixamento da empresa de telefonia, que demitiu mais de 1 mil funcionários nesta semana, aumentaram. O prazo para melhora, avisou a agência, é de 12 meses. Mas poucos acreditam na reversão das dificuldades. De acordo com a S, 2015 será um ano bastante difícil para a Oi, com queda de pelo menos 6% no faturamento ante o ano passado. Para 2016, a previsão é de recuo de 1% nas receitas.



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