Adeus sem público

Adeus sem público

postado em 03/04/2015 00:00
O Candangão deve acabar sem que a torcida possa assistir a algum jogo no Abadião, principal estádio de Ceilândia. O empecilho para que a Federação Brasiliense de Futebol (FBF) obtenha o aval da Polícia Militar para organizar partidas no local é a falta de um projeto arquitetônico do espaço, algo que inviabiliza a criação de um plano de segurança contra pânico e incêndios.

;Desde a construção do estádio (1978), houve muita expansão. Fez-se uma sala, um depósito, mas tudo isso sem projeto estrutural;, lamenta o chefe do núcleo de Cultura, Esporte e Lazer da Administração de Ceilândia, João Cleber Fernandes.

Desde o ano passado, quando o Abadião foi interditado, o estádio passou por adequações, tais como manutenção dos arames soltos e dos portões danificados. Ainda assim, Fernandes nega a possibilidade de o estádio receber partidas com público neste Candangão.

A pendência diverge da justificativa apresentada pelo presidente da FBF, Jozafá Dantas. O dirigente argumentou, em 25 de março, ao Correio, que o único entrave seria o acúmulo de brita perto do gramado ; o que causaria risco em caso de briga. Ontem, no Serejão, Dantas confirmou a falta de um projeto arquitetônico e disse que não há perspectiva de liberação do estádio.

O único time a mandar jogos no local é o Ceilândia, que enfrenta o Luziânia amanhã, às 16h, pelas quartas de final. Os estádios das partidas de domingo estão liberados: o Bezerrão pode atingir ocupação completa para Gama x Formosa, e o Serejão tem capacidade disponível de 6 mil torcedores em Brasiliense x Sobradinho.







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