Nem foi tão ruim...

Nem foi tão ruim...

Brasília força partida de volta ao perder para o Náutico por 1 x 0 no Serejão. Gol foi marcado por atacante que não jogava havia mais de um ano

postado em 03/04/2015 00:00
 (foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)


O Brasília perdeu para o Náutico por 1 x 0, ontem, no Estádio Serejão, e forçou a necessidade do jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil. A revanche da equipe candanga está prevista para 15 de abril, na Arena Pernambuco. Como uma derrota por dois gols de diferença eliminaria o colorado, o resultado nem foi tão ruim assim: no Recife, restará a luta pelo fim do jejum diante de rivais pernambucanos na competição. Nas duas participações do clube no torneio, vieram eliminações para o Sport, em 2010 e 2014.

A movimentação da torcida nas arquibancadas ; apenas 706 pagaram ingresso ; refletia o ritmo do jogo. Enquanto os fãs do Náutico empolgavam e faziam o time se sentir em casa, os do Brasília pouco se manifestavam nas raras jogadas de ataque da equipe.

Em campo, a equipe pernambucana, em crise na temporada, foi no embalo da torcida para superar os desfalques e improvisos. Com três zagueiros lesionados, o técnico do Náutico, Lisca, armou o setor com jogadores de 1,79m de altura média. Às vésperas da partida, o treinador demonstrou insegurança quanto à bola parada do rival.

Durante os 90 minutos, no entanto, ele não teve com o que se preocupar: o colorado, mesmo atrapalhado pela má condição do gramado, até que recorreu aos lances pelo alto, mas só cruzou nove vezes ; média de uma tentativa a cada 10 minutos. O baixo trio defensivo do Náutico se agigantou e impediu qualquer finalização do centroavante Giba, o principal encarregado de balançar a rede adversária.

Ainda que desfalcado e jogando com seis jogadores da base, o Náutico, pelo cartel cheio de participações nas Séries A e B do Brasileirão, assustava o Brasília. Aos 6 minutos do segundo tempo, o volante Werick falhou na saída de bola. O atacante Pedro Carmona aproveitou o deslize do adversário, arriscou da intermediária e marcou para os visitantes o único gol do jogo.

;A gente sabia que o Brasília buscaria o jogo, então os fizemos errar bastante. E assim saiu nosso gol;, comentou o atacante Pedro Carmona aos repórteres na saída do gramado. Ele não jogava havia um ano e 11 dias, por causa de uma lesão no joelho. ;Foi uma longa caminhada e não desisti em tempo algum;, celebrou.

Para a partida de volta, o Brasília precisará, mais uma vez, reverter uma derrota no jogo de ida: somente uma vitória por dois ou mais gols de diferença garante o Colorado na segunda fase. Na campanha do título da Copa Verde do ano passado, a equipe goleou o Brasiliense para superar a derrota por 2 x 0 no jogo de ida das semifinais. Na decisão, perdeu para o Paysandu no Pará, mas igualou o resultado no Mané Garrincha e sagrou-se campeão na disputa de pênaltis.







BRASÍLIA 0 X 1 NÁUTICO

BRASÍLIA

Artur; Paulo Ricardo, André, Índio e Makeka; Pedro Ayub (Anjinho), Werick (Fernandinho), Wilian e Héverton; Morais (Santos) e Giba
Técnico: Luiz Carlos Carioca

NÁUTICO
Júlio César; David, Helder, Niel, Gaston e Piauí (Renato); João Ananias, Fillipe Soutto, Guilherme (Preto) e Bruno Alves; Carmona (Stéfano Yuri)
Técnico: Lisca

Gols: Carmona, aos 6 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Werick, Paulo Ricardo, Bruno Alves e André
Público: 706 pagantes
Renda: R$ 5.376
Árbitro: Eduardo Valadão (GO)






Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação