Uma fuga sem sentido

Uma fuga sem sentido

Depois de quatro dias longe de casa, os namorados foram encontrados em Araguari, cidade a 400km de Brasília. Os dois já estavam sem dinheiro

postado em 15/05/2015 00:00
 (foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)




Era início da madrugada de ontem quando os pais de Giovana Valentim de Moraes e de Max Filipe Paiva, ambos de 15 anos, receberam uma ligação da Polícia Militar da cidade mineira de Araguari. O aviso, esperado há quatro dias, foi o desfecho feliz de uma história que movimentou a polícia e deixou duas famílias em total desespero.

O casal estava no carro, estacionado em frente a uma lanchonete na cidade do Triângulo Mineiro. Como permaneceram por muito tempo ali, um policial suspeitou do comportamento deles. Abordados, eles admitiram a fuga e revelaram não ter mais dinheiro para dar continuidade ao plano, conforme contou ao Correio a irmã de Max, Suellen Paiva. ;Estamos felizes. O medo era de que algo de ruim tivesse acontecido. Foi um susto muito grande para a família;, desabafa Suellen. Max publicou uma mensagem em uma rede social: ;Agradeço a preocupação de todos... Estou bem;, disse.

As duas famílias foram imediatamente a Araguari buscar os adolescentes. Segundo Suellen, para fugir, os dois guardaram R$ 200. ;Durante esses dias, comeram bolachas. Tomaram banho em um lago de Catalão (GO). É o que conseguimos conversar até agora;, contou a irmã.

Fuga planejada
Max e Giovana mantinham o relacionamento há dois meses com o consenso dos pais. Ele mora em um bairro nobre de Goiânia; ela, na Vila Planalto. Os dois desapareceram da casa dos pais no Dia das Mães, porém, o plano já havia sido traçado há pelo menos duas semanas. Max pegou o carro do pai, passou em Brasília, encontrou a namorada e os dois fugiram. Giovana desativou as redes sociais e manteve durante todo o tempo o celular desligado. Eles tinham a intenção de viajar para o Espírito Santo. Segundo familiares do jovem, antes do desaparecimento, ele teria pesquisado os melhores horários e caminhos para se chegar até Brasília. ;Ele disse que fugiu por amor, que não aguentava mais ficar longe dela;, esclareceu Suellen.

O jovem usou as noções básicas de direção, que aprendeu com o pai, para guiar o Honda Civic. A família sentiu falta de Max no início da manhã de domingo, quando procuraram a chave do veículo e não encontraram. Minutos depois, perceberam que o carro e o menino não estavam em casa. A mãe de Giovana também percebeu o sumiço da filha de manhã. No mesmo dia da fuga, as famílias divulgaram cartazes em Brasília e Goiânia, a fim de receberem informações do paradeiro dos adolescentes e procuraram as autoridades.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação