ARI CUNHA

ARI CUNHA

Desde 1960 Visto, lido e ouvido

aricunha@dabr.com.br com Circe Cunha / circecunha.df@dabr.com.br
postado em 15/05/2015 00:00
Itamaraty a pão e água


Outrora orgulhosa e eficiente, a bicentenária Casa de Rio Branco, respeitada em todo o mundo, vive hoje dias de penúria e humilhação sem precedentes em toda a sua existência. A descida aos porões da mendicância diplomática começou ainda no governo Lula e foi agravada enormemente durante o período Dilma.

De 2003 até os dias atuais, o ciclo de vida do Itamaraty será lembrado, sem dúvida, como o mais triste e sombrio do MRE. Ao longo dos últimos 12 e infindáveis anos, o Itamaraty recebeu o abraço dos afogados e mergulhou de cabeça nas águas turvas de uma ideologia doutrinária de esquerda, distante anos-luz da do mínimo de razoabilidade e sensatez.

Obrigado a rezar pela cartilha do partido no poder, o MRE foi esvaziado das principais funções e sofre, guardadas as devidas proporções, o efeito de terra arrasada experimentado pela Petrobras. O princípio basilar de não intervenção que sempre guiou as ações do MRE e que tanta admiração obteve do restante das nações foi substituído à força por um conjunto de orientações confusas vindo do chanceler de fato, Marco Aurélio Garcia, espécie de eminência onipresente e onipotente nos assuntos da pasta.

Os episódios que se seguiram às novas orientações (nascidas de mistura exótica entre política de Estado e política de governo) resumem bem o grau de decadência vivido pela diplomacia dita bolivariana nos dias atuais. A suspensão do Paraguai e a entrada forçada da Venezuela no Mercosul, os episódios de Honduras, o estreitamento de relações com ditaduras mundo afora, o caso do senador boliviano Roger Pinto Molina e outros fatos recentes, dizem muito sobre esses últimos anos do MRE.

Depois de trapalhadas homéricas que mancharam a reputação do Itamaraty, o que se assiste hoje é arremate revelador desse fundo do poço. Sem dinheiro para pagar água, luz, telefone, internet, aluguel e outras despesas correntes, muitos funcionários, com o apoio do corpo diplomático, partiram para estado de greve permanente. Isso sem mencionar os ataques de assédio moral que a arrogância insiste em manter.

Não bastassem essas agruras, o Itamaraty vem perdendo o status na ONU por conta da acumulação de débitos com organismos internacionais, como Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Unesco, Unido, FAO, Secretaria-Geral da ONU e outros. Para a imagem externa do Brasil, os prejuízos são incalculáveis. Para o Itamaraty e o corpo de profissionais, trata-se de fase delicada que merece ser posta em análise, mas jamais esquecida.



A frase que foi pronunciada

;Wall Street é o único lugar onde as pessoas chegam em um Rolls-Royce para obter conselhos daqueles que pegam metrô.;

Warren Buffet, gênio do mercado financeiro



Drama
; Foi uma cena que, mesmo os mais acostumados a conviver com crimes, provocou reações
que transbordam solidariedade. O caso ocorreu em supermercado de Santa Maria. Com um filho de 12 anos passando fome, o pai, desempregado, roubou um pedaço de carne. Ao ser pego pelos policiais, contou o drama que passava. Não só teve a fiança paga pelos policiais, como recebeu um carrinho cheio de compras. Isso a poucos quilômetros do centro da capital do país.


Crianciãs
; Cada vez mais preocupante o quadro de saúde das crianças brasileiras. A pressão alta nos pequenos ainda em idade escolar é vista como um ;mal silencioso;. Excesso de sal e falta de atividade física estão levando a meninada para a hipertensão.


Apareça
; Caseb em festa. Amanhã, a comunidade de Brasília participará das comemorações do Caseb, primeira escola pública o DF. Uma praça de food trucks, além de feijoada e samba, vai animar o encontro, promete Angelita Amarante. A novidade é o lançamento da escola integral, onde 400 estudantes ganharão mais 2 horas de aula.


Agenda
; Já que estamos falando em festa, a Igrejinha, na Entrequadra 307/308 Sul, está comemorando este mês a padroeira Nossa Senhora de Fátima. Aos fins de semana, os quitutes são irresistíveis.


História de Brasília

Um dos lugares mais visitados de Brasília e mais abandonado, é o Cruzeiro, onde foi celebrada a primeira missa. (Publicado em 13/8/1961)

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