Decorador já foi condenado por calote

Decorador já foi condenado por calote

» THIAGO SOARES » MARIANA LABOISSIÈRE
postado em 15/05/2015 00:00
 (foto: Facebook.com/Reprodução da Internet)
(foto: Facebook.com/Reprodução da Internet)

Antes do escândalo envolvendo o decorador Chrisanto Lopes Netto Galvão vir à tona, a Polícia Militar teria recebido denúncia na Corregedoria da corporação para apurar a conduta dele, lotado na PM e que, à época, ainda exercia a função de soldado. Ele foi acusado de passar vários cheques sem fundo à professora Débora Lemos, 35 anos, que em 2011 firmou contrato com o empresário para decoração e fotografias da cerimônia de casamento dela. Paralelamente à denúncia, ela entrou na Justiça contra ele. Netto Galvão é investigado por sumir com cerca de R$ 1,4 milhão de 70 noivas e de duas comissões de formatura. Atualmente, ele está afastado da Polícia Militar por motivos de saúde. Até o fechamento desta edição, a Justiça ainda não tinha expedido parecer sobre a prisão preventiva dele, pedida pela delegada-chefe da 3; Delegacia de Polícia (Cruzeiro), que investiga o caso. O decorador fechou as portas da empresa, na última quinta-feira, e embarcou para a França.

O processo de Débora é de 2013 e está em fase de cumprimento de sentença, visto que ele já foi condenado. A professora pediu o bloqueio das contas-correntes de Galvão, mas apenas R$ 1,7 mil foram encontrados. Débora pagou em torno de R$ 24,5 mil, à vista, ao empresário, mas acabou desistindo da cerimônia. ;Eu combinei de pagar a rescisão. Em troca, ele me devolveria cinco parcelas de R$ 4.240. Mas, diante da falta de compromisso dele, resolvi agir. Ele ainda ficou com o meu vestido de noiva, avaliado em R$ 4,2 mil.;, revelou. Segundo ela, Netto Galvão não compareceu a nenhuma das audiências. ;Ele age de má-fé, mexe com os sonhos das pessoas e isso é muito grave. Ele fez tudo de caso pensado. Tanto é que quando eu fechei o contrato era uma outra empresa, com outro nome e um CNPJ diferente;, detalhou.

A Polícia Civil recebeu informação de que Netto Galvão viajou para Paris em 6 de maio. Em uma carta supostamente deixada por ele para as noivas lesadas, Galvão alega problemas psicológicos e falência. Caso a Justiça entenda pela prisão preventiva dele, o nome do decorador pode ser incluído na lista da Interpol, de procurados internacionalmente. O Correio entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar, que, até o fechamento desta reportagem, não havia confirmado as denúncias feitas por Débora à Corregedoria.




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