Elias Gleizer, 81 anos, ator

Elias Gleizer, 81 anos, ator

Internado há dez dias, artista foi vítima de falência circulatória e será enterrado hoje no Rio de Janeiro

postado em 17/05/2015 00:00
 (foto: Kiko Cabral/TV Globo)
(foto: Kiko Cabral/TV Globo)


Será enterrado hoje no Rio de Janeiro o ator Elias Gleizer, que morreu ontem, no Rio de Janeiro, aos 81 anos. Ele estava internado no Hospital Copa D;Or desde 6 de maio, depois de sofrer uma queda, e morreu por falência circulatória. Elias nasceu em 4 de janeiro de 1934, em São Paulo, filho de imigrantes judeus poloneses. O pai era sapateiro e mãe, dona de casa. A carreira de ator começou no fim dos anos 1950, na extinta TV Tupi. Antes disso, fez teatro, tendo sido premiado em 1956.
O papel mais recente de Elias Gleizer em novelas foi em Boogie oogie, em 2014. O ator também trabalhou em dezenas de produções, incluindo as novelas Tempos modernos, Caminho das Índias, Pé na jaca, Sinhá moça e Sonho meu, entre outras, tendo interpretado mais de 50 personagens ao longo de sua carreira, em novelas, minisséries e especiais.

A queda sofrida por Elias Gleizer, numa escada rolante de uma galeria em Copacabana, provocou a fratura de cinco costelas e o perfuramento de um pulmão. ;Se você está trabalhando, não tem tempo de morrer;, havia dito Gleizer em entrevista em 2013. O ator estava doente desde 2011, vítima de um problema renal crônico que o obrigou a várias internações hospitalares. Gleizer também tinha problemas de pressão e no coração e havia colocado um marca-passo.

Entre seus personagens preferidos, estavam Jairo, de Tieta (1989), tio Zé, de Sonho meu (1993), Canequinha, de Anjo de mim (1996), e Pepe, de Era uma vez (1998). Ele costumava dizer que não escolhia seus papéis, mas também afirmava que não queria mais interpretar padres, um tipo recorrente em sua carreira. ;Tenho cara de padre bonachão, que come bem. Mas já fiz muitos;, dizia.

Diálise
Em Boogie oogie (2014), Gleizer fazia justamente um padre, em uma participação nos primeiros capítulos da trama assinada por Rui Vilhena. Em 2013, ele esteve no ar em Flor do Caribe, de Walther Negrão, também exibida no horário das 18h da TV Globo. O ator tinha acabado de se recuperar de graves problemas de saúde e ainda se submetia a sessões de três horas de diálise ; ele tinha um aparelho na sala de casa ; quatro vezes por semana.

O ator vivia no mesmo apartamento há pouco mais de 13 anos, na Barra da Tijuca, cercado por CDs, DVDs de filmes e músicas. Nos porta-retratos, estavam fotos de familiares, de alguns de seus personagens e dele ao lado de artistas como Juliana Paes e Xuxa.

O estado de saúde do ator começou a piorar quando ele estava no ar em Passione (2010). Elias Gleizer não era casado e não deixa filhos.

Colegas e amigos lamentaram a morte do ator. ;Ele era um deus, de uma generosidade, de um afeto, de um bom humor;, disse o também ator Juca de Oliveira. ;Elias merecia tudo, era um grande ator, disse o autor de novelas Walther Negrão. ;É uma perda lastimável. Em tudo, ele era muito especial;, completou.

;Ele era um deus, de uma generosidade, de um afeto, de um bom humor! Além de ser um excepcional ator, um comediante de alto gabarito;

Juca de Oliveira, ator

;Elias merecia tudo, era um grande ator. Ele costumava dizer que foi o judeu que mais interpretou padres. É uma perda lastimável. Em tudo, ele era muito especial"

Walther Negrão, autor de novelas



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