Bombeiros e PF em luto

Bombeiros e PF em luto

» KELLY ALMEIDA » NATHÁLIA CARDIM
postado em 17/05/2015 00:00

Além do assassinato do coronel do Exército Sérgio Cerqueira, o fim de semana começou com a morte de outros dois agentes de segurança pública de Brasília. Um bombeiro foi assassinado com uma facada no peito, após separar uma briga, em Paranoá. Já em Mato Grosso, um policial federal brasiliense levou um tiro de fuzil ao tentar impedir um roubo de avião, durante uma operação da corporação. Até o fechamento desta edição, nenhum criminoso envolvido nas duas mortes havia sido preso.

Paulo Henrique Faria Gomes, 41 anos, era 3; sargento do Corpo de Bombeiros. Na noite de sexta-feira, foi para uma festa na casa de amigos no Itapoã, segundo a corporação. Ao deixar o local, apartou uma briga perto de onde estava. Ele se identificou como militar e, ao pensar que a situação estava resolvida, decidiu ir embora. Quando se dirigia para o carro, foi atingido com uma facada no peito. Ele recebeu os primeiros atendimentos pelos bombeiros, mas teve uma parada cardíaca e perdeu muito sangue. Mesmo assim, chegou a ser levado para o Hospital Regional do Paranoá ainda vivo. Foi submetido a uma cirurgia de emergência e encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu aos ferimentos. O militar era casado, tinha uma filha e trabalhava no quartel do Paranoá.

Operação

Também na madrugada de ontem, o policial federal brasiliense Mário Henrique Mattos participava de uma operação da PF no município de Sinop (MT) para evitar o roubo de um avião particular em uma fazenda. Os criminosos usariam a aeronave para o tráfico de drogas. Quando a equipe de policiais entrou no local, os criminosos reagiram e houve troca de tiros. Mattos foi atingido no tórax. Ele chegou a ser levado para um hospital da região, mas morreu logo depois. Como o local da operação era uma zona rural, os bandidos fugiram por um matagal.

Um agente da delegacia da PF em Sinop afirmou que os criminosos permaneciam foragidos até o começo da noite de ontem. Policiais militares, civis e federais participam das buscas. Uma equipe do Comando de Operações Táticas da PF do DF também foi ao MT ajudar nas buscas. Antes de ser agente da PF, Mário Mattos foi policial militar do DF por oito anos. Era casado e não tinha filhos. O corpo dele foi trazido para o DF em um avião da PF e será enterrado hoje na capital.

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