360 Graus

360 Graus

por Jane Godoy janegodoy.df@dabr.com.br
postado em 17/05/2015 00:00
 (foto: Jane Godoy/CB/D.A Press)
(foto: Jane Godoy/CB/D.A Press)

A cidade dos trilheiros








Já escrevemos muito nesta página, ao longo dos anos, sobre a carência de calçadas e a falta de cuidados e manutenção das que já existem ou tentam sobreviver. Só que eu me lembro, em 3 de fevereiro de 2011, sob o título ;Chegou a hora dos pedestres;. Em 24 de março daquele mesmo ano, voltamos ao assunto, daquela vez mostrando o estado deplorável da calçada (ou o que restou dela), em frente à Embaixada de Portugal. E em 19 de outubro de 2014, voltamos à carga, com relação àquela mesma calçada ou seja, de nada adiantou falar com o então Secretário de Obras.

Voltamos esta semana, muitas reclamações depois. Porque depositamos na administração do secretário Júlio Cesar Peres, no comando da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Serviços Públicos do Distrito Federal, a esperança de que ;desta vez vamos;, já que assumiu, como o governador e demais secretários aqui apresentados, uma secretaria com um nome bem longo, mas que não passa daquela mesma de antes, Secretaria de Obras.

Sim, porque a meu ver e de todos os cidadãos que pagam seus impostos em dia e trabalham com afinco pelo bem estar da família e da comunidade, os pedestres devem ser respeitados e colocados em prioridade máxima no cronograma de obras do Distrito Federal. Esses cuidados evitam acidentes, afastamentos por licença médica, consequências e aborrecimentos maiores para empregados e empregadores, sem falar no risco que as mal cuidadas calçadas causam a crianças, adultos e idosos.

Criei, na época, a Operação Pedestre que, cumprida à risca, deixaria a cidade na confortável posição de Capital da Qualidade de Vida. A principal regra dessa operação é: onde há trilheiro, há pedestres. Ponto. As pessoas determinam onde devem ser construídas calçadas, formando aquele caminho na terra ou na lama, que os leva dos pontos de ônibus aos lugares onde trabalham, fazem compras ou atravessam para outra pista.

Perto do Teatro Nacional, conforme foto acima, há um verdadeiro leque de trilheiros, nos quais já presenciei quedas de senhoras com guarda-chuva que, ao descer, escorregaram e vieram parar na pista da N2 Norte.

Na Ponte Costa e Silva, ou as pessoas descem ou sobem andando na pista de rolamento ou lá no alto do talude, correndo risco de escorregar. A descida para as pontes precisa de calçadas, o que não vai interferir em nada na estética do talude.

É isso, secretário Júlio Cesar Peres. É isso, governador Rodrigo Rollemberg. É isso administradores regionais. Consertem o que já existe. Construam onde não existe. Respeitem os pedestres, já tão sacrificados e contem conosco aqui. Queremos cantar um prosa e verso as maravilhas da construção e restauração de calçadas e nos orgulharmos de ver nossa população feliz e protegida.

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