Curtas 13

Curtas 13

postado em 18/05/2015 00:00
 (foto: Ahmad Gharabli/AFP )
(foto: Ahmad Gharabli/AFP )
; EGITO
Reação à pena capital

A comunidade internacional reagiu ontem à decisão da Justiça do Egito, tomada no sábado, de condenar o ex-presidente egípcio Mohamed Mursi à morte. A União Europeia afirmou esperar que a punição seja ;revista; no processo de apelação. ;A decisão do tribunal de condenar à morte o ex-presidente Mohamed Mursi e mais de 100 de seus partidários, em um julgamento em massa, não está de acordo com as obrigações internacionais do Egito;, reagiu a alta representante da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em nota divulgada ontem por seu gabinete. O governo americano se declarou ;profundamente preocupado; com a sentença. ;Sempre nos mostramos contrários à prática dos processos em massa, que são conduzidos de forma contrária às obrigações internacionais do Egito e ao respeito da lei;, comentou, à agência France-Presse, um diplomata americano que preferiu não ser identificado.


; MEDITERRÂNEO
UE discute migração

Ministros das Relações Exteriores e de Defesa da União Europeia em Bruxelas se reúnem hoje para discutir uma operação naval contra os atravessadores de migrantes que operam no Mediterrâneo. Para reduzir o enorme fluxo de pessoas provenientes de países africanos, da Síria e de outras zonas de conflito, a UE pretende lançar uma polêmica operação naval contra os traficantes e espera conseguir a aprovação da ONU. Ontem, a Líbia deteve 400 pessoas que se preparavam para partir à Europa. Os refugiados, provenientes em sua maioria da Somália e da Etiópia, foram detidos quando se preparavam para embarcar em Tajura, uma pequena cidade a leste da capital Trípoli. Entre os presos, estão várias mulheres grávidas. Um fotógrafo da agência France-Presse viu quando dezenas de migrantes chegaram de carro a Trípoli, antes de serem levados para um centro de detenção. ;Nos prenderam e nos trouxeram para cá. A razão pela qual eu fugi do meu país é que ele está em guerra e não há governo;, explicou o somáli Adam Abdullah Ibrahim. ;Paguei US$ 1.400 para chegar a Trípoli. Permaneci em uma casa por dois meses antes de pagar mais US$ 1.400 para ir à Itália.;

; ORIENTE MÉDIO
Conflito em jerusalém

Confrontos entre palestinos e israelenses nacionalistas e policiais marcaram a celebração do 48; aniversário da ;reunificação; de Jerusalém. Conhecido como Dia de Jerusalém, o aniversário comemora a conquista da cidade na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e a subsequente anexação da cidade oriental, de maioria árabe. Revoltados com a comemoração, palestinos se reuniram para protestar (foto). De acordo com uma declaração oficial, em um incidente, ;várias dezenas de muçulmanos entraram em confronto com um grupo de judeus;. Testemunhas disseram que jornalistas foram empurrados pela polícia e que pelo menos dois palestinos ficaram feridos. A polícia indicou que dois agentes foram feridos por pedras atiradas por palestinos, quatro dos quais foram presos. Os palestinos sonham com converter o setor de Jerusalém na capital de seu futuro Estado e se opõem à ampliação, por Israel, de seu controle sobre essa parte da cidade. Mas os líderes israelenses insistem em afirmar que Jerusalém nunca voltará a ser dividida, referindo-se à cidade como ;eterna e indivisível;.


; IÊMEN
Fim da trégua

A trégua de cinco dias decretada no Iêmen para permitir a chegada de ajuda humanitária ao país em guerra chegou ao fim às 17h (horário de Brasília) de ontem. Uma hora depois, segundo relato de testemunhas e de fontes militares, dois ataques aéreos foram lançados pela coalizão liderada pela Arábia Saudita. Os alvos foram o Palácio Presidencial e uma base de forças especiais, ambos controlados pelos rebeldes e militares fiéis ao ex-presidente Ali Abdallah Saleh, que lutam pelo poder e forçaram a fuga do atual presidente, Abd Rabo Mansur Hadi. O enviado das Nações Unidas para o Iêmen, Ismail Ould Sheikh Ahmed, pediu a ;todos os grupos; que prolonguem a trégua por mais cinco dias, pelo menos. Contudo, o porta-voz da coalizão, o general de brigada Ahmed al-Assiri, não quis comentar uma eventual continuação do cessar-fogo humanitário.


; EQUADOR
Plantação recorde

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou que o país estabeleceu o recorde mundial de reflorestamento no Livro Guinness, após plantar 647 mil árvores de mais de 200 espécies, de maneira simultânea, em todo o território. ;Acabam de me informar que já quebramos o recorde Guinness de reflorestamento;, celebrou o mandatário, em seu informe semanal de atividades de governo, quatro horas depois do início do maior programa equatoriano de reflorestamento. A marca foi estabelecida com o plantio de 647.250 unidades, realizado por 44.883 pessoas em 1.997 hectares do país, detalhou a ministra equatoriana do Meio Ambiente, Lorena Tapia, no Twitter.


8.500
Total de vítimas oficiais dos recentes
terremotos no Nepal, o que torna a tragédia
recente a maior da história do país



Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação