Um time abalado

Um time abalado

Após queda na Copa Libertadores, São Paulo volta a ter atuação apática e perde para a Ponte Preta por 1 x 0 no Moisés Lucarelli com portões fechados. Defesas de Rogério Ceni evitam vexame

postado em 18/05/2015 00:00
 (foto: Mauro Horita/AGIF
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(foto: Mauro Horita/AGIF )

Se a intenção do São Paulo em Campinas era se recuperar da queda precoce na Copa Libertadores, Renato Cajá estragou os planos. Embalada pelo avanço de fase na Copa do Brasil, a Ponte Preta aproveitou a ressaca adversária e venceu por 1 x 0, em partida com muitas chances a favor da equipe da casa, que, punida, jogou com os portões do Moisés Lucarelli fechados.

A primeira vitória leva a Ponte Preta a quatro pontos, um a mais do que o São Paulo, que teve estreia vitoriosa. O próximo compromisso da equipe da capital será apenas no sábado, diante do Joinville, no Morumbi. No dia seguinte, também pela terceira rodada competição nacional, o time de Campinas visita o Cruzeiro.

Em relação à derrota de quarta-feira, Milton Cruz escalou o São Paulo com quatro novidades. O treinador não pôde contar com o zagueiro Lucão (na Seleção Brasileira sub-20), os meio-campistas Souza (por conta de desconforto muscular) e Michel Bastos (ainda mal fisicamente após se recuperar de dengue). Por opção, também deixou Denilson no banco. Assim, Dória, Centurión, Hudson e Rodrigo Caio ganharam chance.

O que se viu, no entanto, foi um time talvez até mais apático do que o que atuou em Belo Horizonte. Mesmo sem torcida, a Ponte Preta teve as principais ações desde o início, ainda que não criasse tanto. Até que, aos 13 minutos, depois de uma saída de jogo errada de Centurión, a bola sobrou para Renato Cajá, que notou Rogério Ceni adiantado e resolveu experimentar de fora da área. O goleiro ainda conseguiu um leve desvio, mas não impediu que ela balançasse a rede.

Daí em diante, a equipe mandante cresceu ainda mais. Tomou um susto, quando Ganso finalizou à esquerda de Marcelo Lomba, mas levou muito perigo a Rogério Ceni, que se redimiu do gol sofrido. Aos 23, ele se esticou para espalmar um arremate cruzado de Biro Biro, na conclusão de um rápido contragolpe. Dois minutos depois, o goleiro são-paulino pôs para escanteio outro forte chute de Renato Cajá da entrada da área.

Golpeado, o São Paulo ainda ofereceu nova oportunidade para os donos da casa, em falta perto da área. O autor do gol ponte-pretano acertou o travessão. Chances desperdiçadas como essa quase castigaram o time liderado por Renato Cajá. Aos 37 minutos, Wesley acertou lançamento para Alexandre Pato, que carregou a bola até a entrada da área e, cara a cara com Marcelo Lomba, finalizou em cima do goleiro.

Na descida para o vestiário, o capitão são-paulino reclamou. ;Sofremos muito contra-ataques. Não podemos. Principalmente quando a bola está no nosso pé. Tem que melhorar;, avaliou o capitão.

O São Paulo não melhorou, contudo. Nem mesmo após a saída de Wesley e a entrada de Luis Fabiano, que chegou à marca de 700 jogos na carreira. Já a Ponte Preta desperdiçou outras oportunidades de ampliar. Com melhor sorte do que na primeira finalização recebida, Rogério viu Biro Biro escorregar e ainda fez difícil defesa com o pé em arremate de Diego Oliveira. Não fosse ele, o placar do vazio Moisés Lucarelli teria registrado goleada histórica.

"Não foi uma boa noite. Nosso time não teve oportunidades claras de gol e sofreu muitas;
Rogério Ceni, goleiro do São Paulo

Ficha

1 Ponte Preta
Marcelo Lomba; Rodinei, Renato Chaves, Pablo e Gílson; Josimar, Fernando Bob e Renato Cajá (Roni); Biro Biro, Felipe Azevedo (Juninho) e Diego Oliveira (Borges)
Técnico: Guto Ferreira

0 São Paulo
Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi (Paulo Miranda), Dória e Reinaldo; Rodrigo Caio, Hudson e Ganso; Wesley (Luis Fabiano), Centurión (Cafu) e Alexandre Pato
Técnico: Milton Cruz

Gol: Renato Cajá, aos 13 minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Felipe Azevedo, Ganso, Paulo Miranda e Luis Fabiano
Renda e público: portões fechados
Árbitro: Raphael Claus (SP)

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